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Número de trabalhadores resgatados em situação semelhante à escravidão cresce no meio urbano

A porcentagem de resgates dobrou em região urbana neste ano em comparação a 2024, passando de 30% para 66%

Conta em Dia|Ana VinhasOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O número de trabalhadores resgatados em situação análoga à escravidão cresceu no meio urbano em 2025.
  • Até agosto, foram resgatados 1.866 trabalhadores, com 66% dos resgates ocorrendo na área urbana.
  • Uma operação em Porto Alegre do Norte resgatou 563 trabalhadores em condições degradantes em uma usina de etanol.
  • As denúncias de trabalho escravo podem ser feitas de forma anônima pelo Sistema Ipê e pelo Disque 100.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Alojamento superlotado e sem higiene foi flagrado em ação do MTE Reprodução/MTE

O número de trabalhadores resgatados em situação análoga à escravidão cresceu no meio urbano nos primeiros oito meses deste ano, na comparação a 2024.

Segundo a Secretaria de Inspeção do Trabalho, do MTE (Ministério do Trabalho e Emprego), até o dia 15 de agosto, foram resgatados 1.866 trabalhadores em condições que violam a dignidade e a liberdade.

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No total, 66% dos resgates foram registrados no meio urbano. Já no ano passado inteiro, as ações resultaram em 2.223 resgates, sendo 30% no meio urbano.

Resgatados em ações do MTE Arte/R7

Só em uma operação, no dia 6 de agosto, foram resgatados 563 trabalhadores, em Porto Alegre do Norte, município localizado a cerca de mil quilômetros de Cuiabá (MT).

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Os auditores-fiscais do Trabalho encontraram os trabalhadores, recrutados nas regiões Norte e Nordeste do país, em situação degradante em um canteiro de obras de uma usina de etanol na zona rural do município.

O regime semelhante à escravidão é caracterizado por jornadas exaustivas, trabalho forçado e situações que coloquem em risco a saúde do trabalhador, segundo o Ministério Público do Trabalho e Emprego.

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Com as ações deste ano, houve pagamento de mais de R$ 2,7 milhões em verbas trabalhistas e rescisórias. Em 2024, pagamento atingiu R$10,5 milhões.

As fiscalizações são feitas em todo o território nacional, tanto pelo Grupo Especial de Fiscalização Móvel quanto pelas unidades regionais descentralizadas do Ministério do Trabalho nos estados.

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No âmbito doméstico, foram realizadas 16 ações fiscais específicas de combate ao trabalho escravo tendo como resultado o resgate de 18 trabalhadores.

As atividades econômicas, com os maiores números de trabalhadores resgatados são:

  • obras de alvenaria
  • fabricação de cervejas e chopes
  • cultivo de café
  • extração e britamento de pedras e outros materiais para construção
  • criação de bovinos para corte
  • construção de edifícios

No ano passado, as atividades econômicas com os maiores números de resgatados foram:

  • construção de edifícios
  • cultivo de café
  • cultivo de cebola
  • serviço de preparação de terreno
  • cultivo e colheita e horticultura, exceto morango

Os estados com maior número de ações fiscais de combate ao trabalho escravo contemporâneo, no ano de 2024, foram:

  • São Paulo
  • Minas Gerais
  • Rio Grande do Sul
  • Paraná
  • Espírito Santo
  • Rio de Janeiro

Já os estados com maior número de trabalhadores e trabalhadoras resgatadas foram:

  • Minas Gerais
  • São Paulo
  • Bahia
  • Goiás
  • Pernambuco
  • Mato Grosso do Sul

Denúncias

Casos de trabalho análogo à escravidão podem ser denunciados de forma anônima por meio do Sistema Ipê, disponível em https://ipe.sit.trabalho.gov.br.

Além disso, denúncias podem ser feitas pelo Disque 100, um serviço telefônico gratuito e anônimo para relatos de violações de direitos humanos no Brasil.

O Disque 100 funciona 24 horas por dia, todos os dias, e pode ser acionado de qualquer telefone fixo ou móvel. O serviço também oferece canais de atendimento via WhatsApp, Telegram e videochamada em Libras, garantindo acessibilidade para pessoas com deficiência auditiva.

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