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Taxa básica de juros pode ter novo corte de 0,25 ponto percentual nesta semana

A expectativa do mercado financeiro é de uma nova redução moderada, com a Selic passando para 14,50% ao ano

Conta em Dia|Ana VinhasOpens in new window

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O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, durante evento Raphael Ribeiro/Banco Central - 26.03.2026

O Copom (Comitê de Política Monetária), do Banco Central, se reúne nesta terça (28) e quarta-feira (29) para decidir se mantém o ciclo de redução da taxa básica de juros da economia brasileira.

A expectativa do mercado financeiro é de um novo corte de 0,25 ponto percentual na Selic, para 14,50% ao ano, mas com postura cautelosa diante das incertezas externas, com o conflito no Oriente Médio.


Na última reunião em março, o Copom reduziu a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual, de 15% para 14,75% ao ano, marcando o início do ciclo de flexibilização monetária após quase dois anos.

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“Nossa expectativa é de continuidade do processo de calibragem da política monetária, com mais um corte de 25 pontos-base na taxa Selic”, afirma relatório da Warren Investimentos.


O cenário para a taxa Selic foi revisado desde a última reunião do Copom, tendo como principal ponto a inflação. A Selic é o principal instrumento de política monetária do BC no controle dos preços.

O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) acelerou em março e fechou o mês em 0,88%. A alta se deu, principalmente, em razão dos preços dos grupos Transportes e Alimentação.


Com a pressão da guerra, o preço do diesel subiu 21,2% em dois meses, fazendo o governo adotar uma série de medidas para minimizar os efeitos na inflação.

A variação dos juros Arte/R7

”Passamos a prever cinco cortes de 25 pontos e um corte de 50 pontos até o fim do ano, com a taxa Selic encerrando 2026 em 13%, ante 12% na projeção anterior”, acrescenta o texto.


Para Gustavo Sung, economista-chefe da Suno Research, o comitê deve manter uma postura mais cautelosa no curto prazo, refletindo as incertezas associadas aos desdobramentos do conflito no Oriente Médio e seus impactos.

“Em nossa avaliação, o Copom deve dar continuidade ao processo de ajuste da política monetária de forma gradual”, afirma Sung. Ele projeta uma Selic de 13% ao ano até o final de 2026.

Claudia Moreno, economista do C6 Bank, prevê um corte moderado, de 0,25 ponto percentual, levando os juros a 14,5%, finalizando o ano em 13,5%.

“O Copom sinalizou que a Selic deve continuar caindo, mas o ritmo dependerá da evolução do conflito no Oriente Médio”, avaliou em relatório.

Entenda a Selic

A taxa básica de juros é uma forma de piso para os demais juros cobrados no mercado. Ela serve como o principal instrumento do BC para manter a inflação sob controle, perto da meta estabelecida.

Isso acontece porque os juros mais altos encarecem o crédito, reduzem a disposição para consumir e estimulam alternativas de investimento.

Quando o Copom aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Já quando os juros básicos são reduzidos, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo.

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