Famílias criam CNPJ para conseguir plano de saúde coletivo e acabam pagando mais caro; entenda
Especialista explica que alternativa usada para driblar a falta de planos individuais pode resultar em reajustes altos e questionamentos na Justiça
Heródoto Barbeiro|Heródoto Barbeiro
A dificuldade de contratar planos de saúde individuais tem levado muitas famílias a recorrer a uma alternativa: abrir um CNPJ para aderir a planos coletivos empresariais. Na prática, porém, essa saída pode trazer dor de cabeça no bolso.
Segundo a advogada Luciana Nini Manente, esse tipo de contratação tem sido chamado de “falso coletivo”. Isso porque, apesar de formalmente vinculado a uma empresa, o plano reúne apenas familiares, sem relação profissional entre si. Nesses casos, os reajustes não seguem os limites definidos pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), o que abre espaço para aumentos considerados abusivos.
Diante disso, consumidores têm buscado a Justiça, que em muitos casos reconhece a situação e determina que essas famílias sejam tratadas como planos individuais com regras mais rígidas e previsíveis para reajustes.
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