Escolher um 0 km virou uma decisão econômica, não só automotiva
Consumidor continua com aquele mesmo estilo de antigamente: se a prestação cabe no bolso, ele compra
Heródoto Barbeiro|Heródoto Barbeiro
No passado, as montadoras, no Brasil, trocavam só um parafuso no modelo seguinte e já vendiam como carro novo. Hoje, comprar um carro novo é uma questão de estética, de status ou é uma questão econômica?
O consultor Tião Oliveira afirma que as coisas não mudaram muito por causa de uma das características existentes no Brasil.
“Aqui, nós ainda temos esse senso de propriedade. O brasileiro tem necessidade de ter o carro próprio, a casa própria, né? Então ele tem esse senso de que precisa ter a posse do objeto”, explica.
Segundo ele, isso começa com a motocicleta, depois vem o automóvel, que acaba funcionando como um “trampolim” para casa própria.
“A pessoa compra o automóvel, que é um pouco mais tranquilo de adquirir. Primeiro um usado, depois consegue chegar ao 0 km mais ‘popular’. Aí surge a oportunidade; ele vai lá, vende esse carro, dá entrada no apartamento, paga o apartamento e entra num outro financiamento para outro automóvel.”
Para ele, o consumidor brasileiro continua com aquele mesmo estilo de compra de antigamente: a prestação cabe no meu bolso, aí eu compro. Veja a entrevista no vídeo acima.
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