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Inteligência artificial promete reduzir burocracia nas prefeituras

Tecnologia pode antecipar serviços, automatizar tarefas de servidores e facilitar o acesso da população ao poder público

Heródoto Barbeiro|Heródoto Barbeiro

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Inteligência artificial e digitalização prometem reduzir burocracia e custos nas prefeituras.
  • Desafios incluem garantir que a população consiga utilizar os serviços online, enfrentando questões de acesso e alfabetização.
  • A proposta de "governo zero clique" visa simplificar processos ao usar dados existentes para evitar formulários repetitivos.
  • Implementação gradual das tecnologias requer treinamento e pode começar por setores como a Secretaria da Fazenda.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

A aplicação do digital nos serviços públicos e o avanço da inteligência artificial podem transformar a relação entre cidadãos e prefeituras. Além de reduzir etapas burocráticas, as novas tecnologias permitem automatizar processos, diminuir custos e agilizar o atendimento à população.

Segundo Rodolfo Fiore, CEO da GOVE, a transformação digital pode ser adotada tanto por grandes cidades quanto por pequenos municípios. O desafio, porém, não está apenas em disponibilizar serviços pela internet, mas em garantir que a população consiga realmente utilizá-los.

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Entre os desafios estão sites que não funcionam em alguns tipos de celulares, dificuldades de acesso à internet e até problemas de alfabetização. Por isso, a digitalização também precisa estar acompanhada de medidas de inclusão para evitar que parte da população fique distante dos serviços públicos.

Uma das propostas apresentadas por Fiore é o chamado “governo zero clique”. A ideia é usar informações já disponíveis para identificar determinados acontecimentos na vida do cidadão ou de uma empresa. Dessa forma, seria possível reduzir a necessidade de preencher formulários, realizar longos cadastros ou fornecer repetidamente os mesmos dados ao governo.

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A inteligência artificial também pode auxiliar diretamente o servidor público. Atividades repetitivas e de grande volume podem chegar ao funcionário com uma análise preliminar, como a validação de documentos. Mas a responsabilidade, no entanto, continua sendo do servidor, que deve avaliar as informações antes de dar continuidade ao processo.

A implantação dessas tecnologias, porém, exige treinamento e costuma ocorrer gradualmente. Segundo Fiore, uma estratégia é começar por uma secretaria específica, como a da Fazenda, onde existem demandas relacionadas ao pagamento de impostos e à automatização de sistemas internos, e posteriormente ampliar a tecnologia para outras áreas.

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A expectativa é que a tecnologia ajude a construir serviços mais rápidos e acessíveis, sem retirar do servidor público a responsabilidade pelas decisões.

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