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Inteligência Cotidiana

A visão otimista de Dario Amodei, CEO da Anthropic: o futuro da inteligência artificial

Desenvolvimentos e desafios da IA em um mundo em constante evolução

Inteligência Cotidiana|João GaldinoOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Dario Amodei, CEO da Anthropic, compara o desenvolvimento acelerado da IA a uma viagem em alta velocidade, destacando a necessidade de uma resposta racional e calma.
  • A Anthropic foca no uso da IA para resolver problemas reais, como cura de doenças e eficiência energética, criticando o modelo de negócios baseado na atenção das mídias sociais.
  • Amodei vê a IA como uma ferramenta que pode substituir empregos, mas acredita que a economia crescerá como um todo, com humanos ainda sendo indispensáveis em muitos aspectos.
  • Apesar dos riscos, Amodei mantém uma visão otimista sobre o futuro da IA, defendendo uma abordagem moderada e sensata para seu desenvolvimento e uso.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Recentemente, Dario Amodei, o CEO da Anthropic (a empresa por trás do “Claude”, um dos maiores concorrentes do ChatGPT), deu uma entrevista de mais de uma hora para a Bloomberg.

Se você sente que a tecnologia está avançando rápido demais e às vezes bate aquela insegurança sobre o futuro, você não está sozinho. Preparei um resumo simples e direto para entendermos juntos o que está acontecendo e o que esse líder pensa sobre o nosso amanhã.


Uma viagem espacial acelerada

Dario Amodei: "Suponha que você acelere para longe da Terra em uma nave espacial em velocidade relativística. A forma como a relatividade especial funciona é, sabe, você vai dormir e quando acorda, dois dias se passaram na Terra" Imagem gerada por Inteligencia Artificial - Google Nano Banana2

Para explicar como é estar no centro do desenvolvimento da IA hoje, Amodei usou uma metáfora brilhante. Ele descreve a sensação desta maneira: “Suponha que você acelere para longe da Terra em uma nave espacial em velocidade relativística. A forma como a relatividade especial funciona é, sabe, você vai dormir e quando acorda, dois dias se passaram na Terra”.

Apesar dessa pressão de um tempo que parece correr dobrado, ele defende que o pânico não ajuda. “Você precisa aprender a responder racionalmente... Esse iô-iô entre ‘não estou preocupado’ e ‘meu Deus, precisamos entrar em pânico hoje’, eu acho que é uma marca de tomada de decisão imatura”. Em vez disso, precisamos encarar a situação “como um cirurgião lidaria com uma operação ou [...] como um oficial militar lidaria com uma operação militar... eles têm que entender o risco, mas precisam manter um senso básico de calma”.


IA para curar doenças, não para viciar

Enquanto muitas empresas focam em criar aplicativos que nos deixam viciados na tela, a Anthropic escolheu apostar no setor empresarial e na ciência. Ele é crítico ao modelo de negócios de atenção: “Nós vimos o mundo das mídias sociais [...] parece encorajar o engajamento, até mesmo o vício [...] quer maximizar o número de minutos que você presta atenção, porque esse é o incentivo impulsionado pela receita publicitária”.

A grande aposta dele é usar a IA para parceira em problemas reais: “Nós queremos usar a IA para, sabe, curar doenças que não conseguíamos curar antes [...] para tornar a energia mais barata e mais eficiente [...] para ajudar com a educação”.


O que acontece com nossos empregos?

Amodei é honesto ao dizer que a IA vai substituir e impactar muitos empregos de escritório, mas ele não é fatalista. Ele acredita que a economia vai crescer como um todo, dizendo: “Eu acho que a torta está ficando maior”. E onde os humanos serão indispensáveis?

  • No mundo físico: “A restrição pode ser coisas no mundo físico. E então precisamos de muito mais pessoas para fazer, construir, fabricar coisas no mundo físico”.
  • Nas relações humanas: “As pessoas realmente querem conversar com outros humanos, particularmente sobre coisas importantes [...] então esses trabalhos movidos pelo relacionamento humano, eu acho que serão importantes”.

Um “superpoder” hacker e limites na guerra

A IA pode encontrar falhas de segurança na internet muito antes dos humanos. A Anthropic criou um modelo de IA tão avançado para isso (chamado “Mythos”) que eles decidiram não soltá-lo ao público ainda para evitar que caísse em mãos erradas. Amodei conta: “Algumas das primeiras empresas para as quais demos isso disseram coisas como: ‘isso é uma superarma. Você deveria ter que possuir uma licença de arma para usá-la. Por favor, não lancem isso’”.


Sobre a atuação da inteligência artificial na segurança e defesa nacional, ele é enfático sobre seus limites éticos: “Nossas linhas vermelhas de vigilância em massa e armas totalmente autônomas. Essas são coisas que acredito minarem nossos valores. Não vale a pena as democracias vencerem se as democracias fizerem essas coisas”. Na hora de apertar o gatilho, ele garante que “um humano toma a decisão final”.

Como o próprio CEO usa a inteligência artificial no dia a dia?

Você pode imaginar que o criador de uma IA superpoderosa deixa a máquina fazer todo o seu trabalho, certo? Errado! Amodei é conhecido por escrever ensaios profundos, mas revelou que não permite que o Claude escreva seus textos diretamente. Como ele tem um estilo muito específico e se considera “um pouco exigente” com sua escrita, ele usa a IA apenas em um papel de apoio.

No seu uso pessoal, Amodei utiliza o Claude para fazer pesquisas, organizar seus pensamentos, encontrar referências e fazer “brainstorming” (chuva de ideias) sobre os temas. Ele acredita que o próprio esforço de escrever o ajuda a pensar de forma crítica e a clarear o que deve fazer em seguida. Ele alerta que se apenas pedisse para a IA escrever um texto do início ao fim, ele “perderia exatamente esse benefício” e a máquina não refletiria de verdade o que ele pensa.

Resumo da ópera: um futuro brilhante (se tivermos cuidado)

Apesar de todos os riscos, Dario Amodei carrega uma visão profundamente otimista. “Eu realmente acredito neste século de progresso científico e médico, se conseguirmos passar por isso, e eu acho que vamos. Estou cada vez mais otimista. Teremos um mundo muito, muito melhor”.

Para que isso dê certo e tenhamos um salto na nossa qualidade de vida, precisamos de união e moderação, fugindo dos discursos extremistas que pedem a proibição total da IA ou nenhuma regra: “Precisamos de uma abordagem mais sensata e moderada”.

Vale a pena assistir a entrevista original no YouTube para entender o que Dario Amodei pensa e como ele direciona a Anthropic de acordo com sua visão de futuro.

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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