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Barragem com trincas entra em alerta de colapso e tira 170 pessoas de casa na Serra do RS

Chuva de 174 milímetros em um dia antecedeu fissuras na barragem Arroio São Luiz, em São Marcos. Laudo sai até sexta.

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Alerta - Defesa Civil / RS Defesa Civil / RS

Choveu 174 milímetros em 24 horas na Serra gaúcha. Na quarta-feira (23), técnicos da Corsan encontraram trincas com vazamento no vertedouro e em partes do contraforte da barragem Arroio São Luiz, em São Marcos.

A Defesa Civil estadual classificou o risco como “muito alto para colapso iminente”. Às 15h53, celulares da região receberam o alerta por Cell Broadcast. Cerca de 60 imóveis foram esvaziados, incluindo uma escola. São aproximadamente 170 moradores fora de casa.

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A saída encontrada é baixar o nível da represa para aliviar a pressão sobre a estrutura. Bombas foram instaladas para acelerar o esvaziamento. Especialistas avaliam a barragem, e o diagnóstico deve sair até sexta-feira (25).

Segundo a Corsan, o risco se limita aos imóveis próximos da estrutura e às margens do Rio Jaguari. A companhia diz que reforçou o monitoramento depois dos eventos climáticos extremos de 2024 e que foi esse acompanhamento que detectou as trincas.

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Na quinta, a barragem seguia sob monitoramento contínuo. As cerca de 170 pessoas retiradas continuam fora de casa, em hotéis ou com parentes, com hospedagem paga pela Corsan.

Barragem em São Marcos (RS) Corsan / Divulgação

Até aqui, o protocolo funcionou. As trincas foram vistas, o alerta chegou aos celulares e as famílias saíram antes de qualquer rompimento. O Brasil já viu esse roteiro falhar em outras barragens.

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Pelos números da Corsan, o reservatório tinha cerca de 138 mil metros cúbicos na quarta. É uma barragem pequena, pouco conhecida fora da Serra. Mesmo assim, tirou 170 pessoas de casa.

Barragem em São Marcos (RS) Corsan / Divulgação

Por isso, o laudo de sexta precisa ser público e detalhado. Quem mora perto da barragem tem o direito de saber o que foi encontrado e o que será consertado antes de voltar para casa.

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E o caso deixa uma pergunta para o Estado: quantas outras barragens pequenas no Rio Grande do Sul têm hoje o mesmo nível de vigilância?

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