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Rio Grande do Sul apresenta plano para enfrentar Super El Niño

Plano reúne obras, monitoramento climático e reforço da Defesa Civil diante das projeções para o fim de 2026 e início de 2027

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O governo do Rio Grande do Sul lançou o Prepara RS para enfrentar o Super El Niño, com foco em obras e monitoramento climático.
  • Investimentos de R$ 614,9 milhões serão feitos em sistemas de proteção contra cheias, com destaque para Porto Alegre e Canoas.
  • Serão instalados novos radares e estações hidrometeorológicas para melhorar a previsão e resposta a eventos climáticos extremos.
  • Serão criados centros de gestão de riscos e logística humanitária para gerenciar desastres e distribuir suprimentos em emergências.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Estudos apontam aumento da probabilidade de chuvas acima da média Maurício Tonett/SECOM-RS

A possibilidade de um novo El Niño forte já mobiliza o governo do Estado. Nesta quarta-feira (17), foi apresentado o Programa Estadual de Preparação para Eventos Extremos, o Prepara RS, que reúne uma série de obras, investimentos e ações voltadas à preparação para eventos climáticos extremos.

As projeções climáticas indicam que o fenômeno deve ganhar intensidade ao longo dos próximos meses, com maior influência sobre o Rio Grande do Sul entre a primavera e o verão. Os estudos utilizados pelo Estado apontam aumento da probabilidade de chuvas acima da média e de eventos extremos nesse período.


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Entre as principais iniciativas está a recuperação dos sistemas de proteção contra cheias. O pacote soma R$ 614,9 milhões em investimentos para diques, comportas, estações de bombeamento, drenagem e equipamentos de resposta. Porto Alegre concentra R$ 267,4 milhões em obras, enquanto Canoas receberá R$ 213,3 milhões.

O plano também aposta em tecnologia. Estão previstos três novos radares meteorológicos e geológicos, com investimento de R$ 177,7 milhões, além da implantação de 130 estações hidrometeorológicas distribuídas pelas bacias hidrográficas do Estado. Segundo o material apresentado, 129 delas já estão instaladas e em fase de calibragem.


Outro destaque é a criação de estruturas permanentes para gerenciamento de riscos e desastres. O Estado prevê a construção de um Centro Estadual de Gestão Integrada de Riscos e Desastres, com investimento de R$ 70,2 milhões, além de quatro centros regionais em Lajeado, Caxias do Sul, Pelotas e Santa Maria, que devem receber outros R$ 111 milhões.

Também está prevista a criação de um Centro Estadual de Logística Humanitária, orçado em R$ 38,4 milhões, para armazenar e distribuir suprimentos em situações de emergência. O programa ainda reserva R$ 32,9 milhões para que municípios possam investir em medidas preventivas, como sistemas de alerta, equipamentos, geradores, drones e pequenas obras de mitigação.


O plano surge em um contexto diferente daquele vivido pelo Estado antes das enchentes de 2024. Hoje, existe uma consciência muito maior sobre os riscos climáticos e sobre a necessidade de investir em prevenção. Isso não significa que todas as respostas estejam prontas ou que os impactos de um novo evento extremo possam ser eliminados. Mas chama atenção o fato de que parte da discussão já não está apenas na reconstrução do que foi perdido, e sim na tentativa de reduzir danos futuros.

Como costuma acontecer em políticas públicas, a avaliação definitiva virá com o tempo. O planejamento está apresentado. Agora, a expectativa fica sobre a velocidade das entregas e sobre a capacidade dessas medidas de fazer diferença quando o próximo período de chuvas mais intensas chegar ao Estado.

Principais medidas do Prepara RS

  • R$ 614,9 milhões para recuperação de sistemas de proteção contra cheias;
  • R$ 267,4 milhões em obras de proteção e drenagem em Porto Alegre;
  • R$ 213,3 milhões para obras e modernização de estruturas em Canoas;
  • Instalação de 3 novos radares meteorológicos e geológicos (R$ 177,7 milhões);
  • Implantação de 130 estações hidrometeorológicas em todo o Estado;
  • Centro Estadual de Gestão Integrada de Riscos e Desastres (R$ 70,2 milhões);
  • Quatro centros regionais de gerenciamento de desastres (R$ 111 milhões);
  • Centro Estadual de Logística Humanitária para armazenamento e distribuição de suprimentos (R$ 38,4 milhões);
  • R$ 32,9 milhões para que municípios invistam em prevenção, alerta e mitigação;
  • Recursos para compra de equipamentos como drones, geradores, bombas d’água e sistemas de monitoramento.
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