Vacina contra câncer de pele avança e pesquisadoras de Oxford mostram otimismo em Porto Alegre
Isabela Pedroza-Pacheco e Carol Sze Ki Leung vieram à capital gaúcha dias depois de resultados positivos de uma nova terapia contra o melanoma.

Tem notícia boa vindo da ciência, e o Rio Grande do Sul teve assento na primeira fila para acompanhar de perto. Na quarta-feira (19), Merck e Moderna anunciaram que a fase final dos testes de um tratamento experimental de RNA mensageiro contra o melanoma avançado teve resultado positivo, reduzindo o risco de o tumor voltar ou se espalhar pelo corpo.
No dia seguinte, quinta-feira (20), duas das principais pesquisadoras da área estiveram em Porto Alegre. Isabela Pedroza-Pacheco e Carol Sze Ki Leung, do Centre for Immuno-Oncology da Universidade de Oxford, participaram de um debate no Hospital Moinhos de Vento sobre o momento atual das vacinas contra o câncer.
Vale entender a diferença entre elas e as vacinas tradicionais. Enquanto as convencionais previnem infecções, as vacinas contra o câncer treinam o sistema imunológico para reconhecer e atacar células tumorais, seja em quem já tem a doença, seja em pessoas com alto risco genético de desenvolvê-la. Não existe uma fórmula única, já que o câncer reúne mais de cem tipos diferentes. A aposta é construir uma plataforma adaptável, com ajuda de inteligência artificial para prever qual paciente vai responder melhor a cada tratamento.
Outra frente de pesquisa de Oxford é a vacina contra o vírus Epstein-Barr, ligado a cerca de 200 mil casos de câncer por ano no mundo. Em abril deste ano, o Brasil fechou acordo com o Ministério da Saúde e a Fiocruz para conduzir o primeiro ensaio clínico de fase inicial do mundo contra esse vírus, um passo que coloca o país na linha de frente dessa pesquisa.
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Não foi acaso o debate ter acontecido justamente em Porto Alegre. O encontro marcou os 10 anos do Centro de Oncologia Lydia Wong Ling, do Hospital Moinhos de Vento, uma década em que a instituição se firmou como referência nacional na área e hoje consegue trazer para dentro de casa um debate que está no centro das atenções da ciência mundial. É um símbolo do tamanho que o centro gaúcho alcançou, e prova de que o Rio Grande do Sul tem lugar garantido nesse mapa.
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