Saiba por que copilotos russos estão proibidos de pousar aviões
Restrição está em vigor desde 1º de junho e deve seguir até outubro
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Uma regra surreal foi colocada em vigor por uma companhia aérea russa.
A S7 Airlines, maior aérea doméstica do país, implementou uma regra temporária que impede a maioria dos copilotos (primeiros oficiais) de realizar pousos na maior parte dos destinos da empresa, após uma série de incidentes causados por pousos bruscos, aqueles em que os passageiros “ouvem um estrondo forte” quando a aeronave toca a pista.
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A restrição, que entrou em vigor em 1º de junho e está prevista para permanecer em vigor até 1º de outubro de 2026, aplica-se a grande parte da malha aérea da companhia e tem como objetivo reduzir as interrupções operacionais causadas por inspeções e manutenções de aeronaves após esse tipo de pouso, informa o Simple Flying.
A medida chamou a atenção porque as companhias aéreas normalmente incentivam os copilotos a realizar uma parcela significativa de decolagens e pousos para manter a proficiência e se preparar para futuras promoções da comandante.
Embora restrições operacionais temporárias não sejam inéditas, proibir os copilotos de pousar na maioria dos aeroportos é uma medida incomum para uma grande companhia aérea comercial.
Até porque são várias as causas de um pouso brusco, ou pouso duro, que ocorre quando a aeronave toca o solo com uma força e velocidade de descida acima dos parâmetros normais.
As causas centrais envolvem fatores ambientais, condições da pista, falhas humanas ou técnicas, como as relacionadas abaixo:
- Ventos cruzados e turbulência: Rajadas de vento lateral (crosswind) ou correntes de ar próximas ao solo podem desestabilizar a aeronave nos momentos finais do voo.
- Excesso de velocidade: Manter uma velocidade de aproximação maior do que a recomendada gera sustentação extra, fazendo com que o avião flutue acima da pista antes de tocar o chão.
- Balonamento: Ocorre quando o piloto tenta corrigir a trajetória e cabra (puxa o nariz) o avião de forma abrupta antes do toque, o que pode fazer a aeronave subir novamente e depois cair bruscamente.
- Condições meteorológicas na pista: Pistas molhadas, escorregadias ou contaminadas reduzem a aderência e a capacidade de frenagem.
- Erros de estimativa de altura: Falhas no cálculo visual ou nos instrumentos sobre o exato momento de iniciar o arredondamento (manobra que amortece a descida).
- Falhas mecânicas ou de sensores: Problemas nos sistemas hidráulicos ou leituras incorretas de altura fornecidas pelo rádio altímetro
Incidentes registrados
Segundo relatos de fontes da aviação russa, como o canal de notícias Aviatorschina no Telegram, que divulgou o comunicado inicialmente, e o Tourpressa, um importante site de turismo russo, a S7 Airlines implementou a restrição após diversos incidentes em que aeronaves excederam os limites aceitáveis de carga vertical durante o pouso.
Investigações internas estariam em andamento para determinar as causas desses eventos e identificar possíveis tendências.
De acordo com as instruções emitidas pelo Diretor Geral Adjunto de Operações de Voo da companhia aérea, os primeiros oficiais só poderão realizar pousos em um número limitado de aeroportos base da S7 entre 1º de junho e 1º de outubro de 2026.
Os aeroportos aprovados incluem o Aeroporto Domodedovo de Moscou (DME), Novosibirsk, Irkutsk (exceto a pista 12) e Vladivostok. Em todos os outros destinos da malha aérea da companhia, o pouso deverá ser realizado pelo comandante.
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