Dia do Churrasco: a brasa que une histórias e vira legado de família
O churrasco mudou, mas continua sendo sobre pessoas

Eu me lembro bem: todo fim de semana tinha churrasco. Se fosse só a família ou se tivesse amigos, a lógica era a mesma — o fogo aceso e a mesa reunida. A churrasqueira variava entre tambor, tijolos ou até um mais moderno, com grill giratório.
O esquema com o açougue do Rubens, em Itu, era quase ritual. Meu pai ia cedo aos sábados escolher a costela, picanha, fraldinha, cupim, linguiça — e o que mais o cardápio pedisse naquele dia.
O carvão “top” vinha do box do bigode, no Mercado Municipal.
Mas o churrasco começava antes da carne. Na época, não existia pão de alho como hoje. O improviso era pão amanhecido, passado numa mistura de alho, azeite e orégano, direto na brasa. Tinha também linguiça, coraçãozinho, peito de peru com bacon e queijo — uma sequência que já fazia o almoço começar antes do prato principal.
Entre uma rodada de cerveja, conversas e risadas, meu pai monitorava a churrasqueira ao lado do meu padrinho ou avô paterno, o Vô Du. Era uma divisão informal de tarefas, mas levada a sério. Eu ficava de longe, só observando tudo.
O tempo passou, e eu assumi a churrasqueira já adulta. Passei a aprender não só o ponto da carne, mas também a escolha de cortes e técnicas com assadores mais experientes. A paixão foi sendo transmitida — de pai para filha — e virou legado.

No Dia do Churrasco, escrevo sobre isso: mais do que comida, o churrasco é encontro. É sobre receber, reunir e aproximar quem a gente ama.
O Fogo de Chão sempre esteve presente na história da minha família — como já contei aqui no blog. Quando o Rafa completou 15 anos, adivinha onde ele quis comemorar?

O churrasco mudou ao longo do tempo, ficou mais gourmet, mais técnico, mais sofisticado. Mas a essência permanece: continua sendo sobre reunir pessoas em volta do fogo.
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