A ciência ao lado da marcha e do leite
Empresa avança no sequenciamento genético de cavalos Mangalarga e bovinos Gir

O avanço da genética está cada vez mais dentro das fazendas. Em Jaguariúna (SP), a Agro Maripá vem apostando em uma nova fronteira da seleção animal: o sequenciamento de genoma de precisão aplicado a cavalos da raça Mangalarga Marchador e ao gado Gir.
O trabalho é realizado em parceria com a Earth Biome, empresa especializada em genética de alta performance.
A partir do sequenciamento completo do DNA do Mangalarga Marchador, a expectativa é entender com mais clareza como genética, estrutura corporal e funcionamento neuromuscular se conectam.
“É uma evolução do que já vinha sendo estudado, mas agora com muito mais precisão. Isso nos permite entender melhor o que realmente forma a qualidade da marcha que buscamos”, resumiu Marcelo Baptista de Oliveira, da Agro Maripá.
A experiência da fazenda com genômica não é nova. No ano passado, a Agro Maripá já havia realizado o sequenciamento de 300 animais da raça Nelore, em um projeto voltado à identificação de características associadas ao marmoreio da carne — um atributo cada vez mais valorizado pelo mercado.
Agora, o foco também se amplia para o gado Gir, raça de origem indiana reconhecida por sua adaptação ao clima tropical e pela relevância na pecuária leiteira brasileira.
Nesse caso, o desafio está em equilibrar produtividade e preservação genética. A empresa trabalha com linhagens importadas e programas de melhoramento para manter a pureza da raça e fortalecer o desempenho do rebanho em condições tropicais.

Segundo a Earth Biome, o sequenciamento do genoma do Gir brasileiro pode ajudar a entender aspectos como qualidade do leite, resistência ao calor e impacto de fatores ambientais na produtividade — pontos cada vez mais relevantes em um cenário de mudanças climáticas.
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