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Mais de 20 dias de bloqueio nos Andes afetam comércio entre Brasil, Argentina e Chile

Transportadoras brasileiras enfrentam atrasos, aumento de custos e incertezas diante da maior paralisação do corredor em décadas

Mundo Agro|Fabi GennariniOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Interdição nos Andes por mais de 20 dias devido a nevascas e risco de avalanches afeta transporte de cargas na América do Sul.
  • Fechamento do Sistema Cristo Redentor provoca crise logística, com mais de dois mil caminhões retidos, principalmente na província de Mendoza, Argentina.
  • Empresas enfrentam atrasos, aumento de custos e desafios administrativos devido aos impactos nos prazos dos regimes de trânsito aduaneiro.
  • Retomada do fluxo será gradual, exigindo coordenação entre Chile e Argentina para reorganizar o tráfego e garantir segurança.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Neve recorde paralisa rota estratégica de cargas Foto cedida: Pasos Fronterizos/Governo do Chile

A interdição, causada pelas fortes nevascas, risco de avalanches e condições extremas na Cordilheira dos Andes, ultrapassa 20 dias e afeta diretamente o transporte internacional de cargas na América do Sul.

O fechamento prolongado do Sistema Integrado Cristo Redentor (Paso Los Libertadores), principal ligação rodoviária entre Chile e Argentina, provoca uma das maiores crises logísticas registradas na região nas últimas décadas.


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Segundo autoridades chilenas, a região acumula cerca de 6,6 metros de neve, volume considerado excepcional. Equipes de infraestrutura, Defesa Civil e da Escola de Alta Montanha do Exército chileno atuam na remoção da neve, monitoramento das encostas e avaliação das condições de segurança para uma possível reabertura.

O impacto sobre a cadeia logística é expressivo. Mais de dois mil caminhões permanecem retidos, principalmente na província argentina de Mendoza, aguardando a liberação da travessia.


Entre os veículos parados, estão operações brasileiras de comércio exterior que transportam produtos alimentícios, manufaturados (metalurgia, plásticos, materiais industriais) combustíveis minerais e derivados de petróleo.

Além dos atrasos nas entregas, as empresas acumulam custos adicionais com combustível, alimentação, hospedagem de motoristas, reprogramação das operações e manutenção dos veículos parados.


O setor também acompanha com atenção os impactos relacionados aos prazos dos regimes de trânsito aduaneiro, que podem gerar novos desafios administrativos e financeiros.

O corredor é uma das principais rotas terrestres do continente e integra o chamado Corredor Bioceânico Central, fundamental para a conexão comercial entre os países sul-americanos.


Danilo Guedes, vice-presidente extraordinário de Relações Internacionais da NTC&Logística Foto cedida: NTC&Logística

Mesmo após a liberação da passagem, a retomada do fluxo deverá ocorrer de forma gradual. A grande quantidade de veículos represados exigirá uma operação coordenada entre Chile e Argentina para garantir segurança e reorganizar o tráfego.

“Estamos diante de uma situação absolutamente excepcional. O Sistema Cristo Redentor é um dos principais corredores logísticos da América do Sul e sua interrupção prolongada provoca impactos que vão muito além dos atrasos nas entregas”, aponta Danilo Guedes, vice-presidente extraordinário de Relações Internacionais da NTC&Logística.

“As transportadoras enfrentam aumento significativo dos custos operacionais, dificuldades relacionadas aos regimes aduaneiros e incertezas que afetam toda a cadeia de abastecimento”, afirma.

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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