Atraso em leilão de energia reacende alerta sobre segurança elétrica do país
Especialista aponta impacto no planejamento e risco ao sistema elétrico
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7
A possibilidade de atraso na assinatura dos contratos do leilão de energia de 2026 acendeu um sinal de alerta no setor elétrico. O processo, que contratou quase 19 GW de potência para reforçar o sistema, está sob análise após questionamentos apresentados ao Tribunal de Contas da União (TCU).

“O processo de controle é legítimo, mas não deveria reverter decisões que foram legitimamente tomadas. É preciso haver previsibilidade tanto para os agentes do setor que fizeram investimentos quanto para a sociedade, que depende da contratação dessa energia”, disse Adriano Pires, fundador do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE).
Na prática, o receio é simples: sem a formalização desses contratos no prazo, pode faltar energia em momentos de maior demanda nos próximos anos. Isso porque o planejamento do setor depende de previsibilidade — saber quando e como a energia contratada vai entrar em operação.
“A previsibilidade regulatória é um ativo central do setor elétrico, e quando há atraso na assinatura de contratos, o planejamento fica comprometido, aumentando o risco de faltar energia para o país”, alertou Pires.
O alerta ganha peso diante de projeções do Operador Nacional do Sistema Elétrico, que já indicou risco crescente de insuficiência de potência até o fim da década.
Em um cenário assim, atrasos regulatórios deixam de ser apenas uma questão técnica — e passam a afetar diretamente a segurança do abastecimento no país.
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