VinoVip Cortina 2026: uma imersão na excelência do vinho italiano
Os maiores nomes do vinho italiano se reuniram nas Dolomitas para celebrar tradição, discutir o futuro do setor e fortalecer a imagem da Itália no mundo

A história do vinho italiano é construída pela combinação entre tradição, território e a capacidade de conquistar novos mercados. E os italianos sabem como ninguém promover iniciativas que valorizem seus produtos e, assim, ajudam a levar a sua identidade para o mundo.
Eu viajei para Cortina D’Ampezzo, no norte da Itália, na região do Vêneto, na província de Belluno, que fica na área montanhosa das Dolomitas (Alpes italianos).
O convite para participar do VinoVip Cortina 2026, feito por Ronaldo Padovani, analista de negócios e coordenador do setor agroalimentar da Italian Trade Agency, veio para selar com honra a jornada que trilhei na cobertura da vitivinicultura.
“Você vai experimentar os vinhos mais tops da Itália. A cereja do bolo,” disse sorrindo Padovani num dos nossos últimos encontros.
Mas eu não só degustei os melhores vinhos - no total, durante os dois de evento, foram 173 rótulos entre espumantes/proseccos, brancos, rosés, tintos, doces, sem contar as grappas e demais aperitivos - como saboreei a culinária do norte da Itália.

A edição deste ano do VinoVip Cortina 2026 reuniu os “tenores” do vinho: Piero Antinori, Sandro Boscaini, Angelo Gaja, Fausto Maculan, e discutiu não só o mercado global, mas a questão de como as mudanças climáticas influenciam na produção.
Para você ter uma ideia de quem eu estou falando: eles comandam empresas familiares que ajudaram a transformar a imagem dos vinhos da Itália no mercado internacional a partir das décadas de 1970 e 1980. Mas eu contar um pouco mais sobre os percursores de todo esse movimento e conquista de mercado dos vinhos italianos no mundo durante essa semana.
Organizada pela Civiltà del Bere, uma tradicional revista italiana especializada em vinho e gastronomia fundada em 1974, por Pino Khalil, a 15ª edição VinoVip Cortina é um dos eventos mais prestigiados do setor. O encontro reuniu grandes produtores, enólogos, jornalistas, sommeliers, importadores, colecionadores e apreciadores.
Alessandro Torcoli, neto de Pino Khalil, diretor da revista e organizador do VinoVip, carrega consigo não só a paixão em compartilhar a história de cada produtor, de cada vinho, ele segue na jornada, no legado que seu avô começou.
“Nos anos 70 e 80, ele (avô) organizou tours pelo mundo, começando pelos Estados Unidos. Em uma dessas jornadas, 20 produtores italianos viajaram por um mês para os EUA, Japão, Coreia e Austrália. Foi um evento extraordinário para o vinho italiano,” contou.
E foi por isso que Torcoli criou o prêmio Pino Khalil, que reconhece o trabalho de quem ajudou a ampliar a presença dos rótulos italianos no cenário global.
“Eu decidi criar este prêmio com a ideia de reconhecer uma pessoa que estivesse fazendo o mesmo: promovendo, avaliando e levando os vinhos italianos ao mundo,” disse.
Para Torcoli, iniciativas como essa ajudaram a consolidar a imagem do vinho italiano como um produto de qualidade, ligado à cultura e ao território.
O prêmio de 2026 teve uma mulher premiada pelo seu brilhante trabalho no segmento. Mas você conhecerá quem é essa mulher durante a semana.

Ao olhar para o futuro, o diretor reforça o otimismo com os caminhos do vinho italiano e sua capacidade de manter relevância internacional.
“O futuro do vinho italiano é vermelho. O vinho italiano é vermelho. É lindo,” concluiu.
E quando falamos em sucessão familiar não é só nas fazendas, empresas etc... A sucessão está presente em tudo aquilo que tem um propósito e paixão.
E o que eu mais vi nestes dias foi amor ao que se faz. Produtores, familiares, representantes de vinícolas oferecendo seus produtos feitos com muito amor.
Do campo à taça. Muitas vezes, 2, 3, 4, 10 anos para estar pronto para ser comercializado. Enfrentando condições climáticas, econômicas e mundiais adversas.
É por isso e tantas outras coisas que o meu propósito é mostrar quem faz tudo acontecer e valorizar o que temos no prato ou na taça.
Afinal de contas, na hora do brinde, você sabe exatamente qual a trajetória do vinho até chegar na sua taça?
Participar do VinoVip Cortina 2026, numa delegação especial, representando o Brasil, foi uma honra.
Ter sido recepcionada por Torcoli no aeroporto de Verona e vivenciar toda essa experiência - de conhecimento e networking - ficará guardado para sempre na memória.
Ronaldo Padovani, Italian Trade Agency, Alessandro Torcoli e todo o grupo do VinoVip, muito obrigada!
A partir de hoje, você vai acompanhar a expedição VinoVip Cortina 2026.
*A jornalista Fabi Gennarini viajou a convite da Italian Trade Agency*
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