Do pasto ao prato: entenda a jornada da cadeia produtiva da carne
Uma imersão na cadeia produtiva para entender como ciência, genética e tecnologia agregam valor à carne brasileira

Cobrir a FEICORTE pela primeira vez foi uma oportunidade de observar de perto a evolução da pecuária brasileira. E eu saí de lá com a certeza de que a produtividade continua essencial, mas a qualidade da carne passou a ocupar o centro das estratégias para aumentar a competitividade do setor.
Se durante muitos anos a seleção genética esteve voltada principalmente para ganho de peso, precocidade e produtividade, ela agora passa a priorizar também características ligadas à qualidade da carne, como marmoreio, maciez e rendimento de carcaça.
Essa transformação tem um importante aliado: a ultrassonografia de carcaça. A tecnologia permite avaliar, ainda com o animal vivo, características que antes só eram conhecidas após o abate, acelerando a seleção de animais geneticamente superiores e aproximando o produtor das exigências dos mercados que mais remuneram.
“Temos o diagnóstico preciso de cada animal. Sabemos se ele é bom de músculo, de gordura e de maciez da carne. Com isso, mudamos totalmente o padrão da fazenda”, afirmou a zootecnista Liliane Suguisawa, especialista em ultrassonografia de carcaça e qualidade da carne bovina e uma das palestrantes desta edição.
Durante quatro dias, produtores, pesquisadores, técnicos, empresas e associações de raça se reuniram em Presidente Prudente (SP) para discutir os rumos da cadeia da carne.
E, entre palestras, julgamentos, leilões, experiências gastronômicas e muita prosa boa, eu observei a transformação da pecuária brasileira.
Na expedição Do Pasto ao Prato, você vai saber como ciência, genética, tecnologia e pessoas estão revolucionando a carne brasileira.
*A jornalista Fabi Gennarini viajou a convite da FEICORTE*
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