O futuro da lavoura começa no melhoramento genético
Pesquisa agrícola desenvolve cultivares mais resistentes e adaptadas às novas condições de produção

A agricultura sempre conviveu com incertezas. E, com o passar dos anos, foi necessário se adaptar e inovar para enfrentar a intensidade dos desafios dos eventos climáticos que passaram a ser mais frequentes.
A genética ganhou protagonismo em quase todas as áreas do campo. Em São Paulo, os produtores contam com variedades de sementes desenvolvidas pelo Instituto Agronômico (IAC) e pela Diretoria de Assistência Técnica Integral (CATI), órgãos vinculados à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado. O IAC já desenvolveu 1.205 cultivares de 112 espécies vegetais.
As variedades de milho disponibilizadas pela CATI possuem polinização aberta e apresentam maior rusticidade em comparação aos híbridos comerciais.
“A Piratininga tem um preço acessível e é bem resistente. Recentemente tivemos um período de seca e ajudou bastante. Eu indico para vários amigos”, disse Luís Bustos, produtor de Tremembé, no Vale do Paraíba.
A característica de rusticidade dessas variedades representa uma vantagem especialmente importante em momentos de maior vulnerabilidade.
“São variedades com excelente desempenho produtivo e custo acessível. Em áreas com maior risco, como plantios no final da época recomendada ou em solos ainda em processo de correção, materiais mais rústicos e tolerantes às adversidades climáticas tornam-se fundamentais para reduzir o risco da atividade agrícola”, explicou Fernando Alves dos Santos, engenheiro agrônomo e chefe da Divisão Laboratorial de Sementes e Mudas da CATI,
✅Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da Record, no WhatsApp













