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Mercado volátil reforça importância do hedge na pecuária brasileira

Em cenário de oscilações nos preços do boi gordo, dos grãos e do câmbio, especialista defende que a gestão de risco deve fazer parte do planejamento das fazendas

Mundo Agro|Fabi GennariniOpens in new window

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Gustavo Machado, Gestor de Hedge da StoneX Foto cedida: Agência Result

Uma das principais ferramentas de gestão de risco na rotina das propriedades rurais é o hedge, estratégia de proteção que permite ao produtor reduzir os riscos das oscilações de preços, garantindo maior previsibilidade para o negócio e protegendo sua margem de lucro.

Na palestra da FEICORTE “Parâmetros para o Hedge em um mercado volátil”, Gustavo Machado, Gestor de Hedge da StoneX, o cenário mundial é favorável para a pecuária brasileira. Enquanto grandes produtores, como Estados Unidos e China, enfrentam redução de seus rebanhos, o Brasil ainda reúne condições para expandir a produção e atender ao crescimento da demanda global por proteína animal.


“O Brasil é o único país do mundo que ainda tem uma capacidade impressionante de escalar a produção,” ponderou.

Apesar do cenário positivo para a demanda, Machado alertou que as incertezas geopolíticas e as mudanças no comércio internacional exigem atenção dos produtores, principalmente em relação ao mercado chinês.


“A China não pensa como o Ocidente. A visão deles é de longo prazo,” disse.

Ao abordar o hedge, Machado defendeu que a ferramenta deve ser utilizada para proteger a rentabilidade da atividade e não como uma aposta sobre o comportamento dos preços.


“A gente erra muito quando tenta acertar o preço do mercado,” ressaltou.

Segundo ele, a principal referência para a tomada de decisão deve ser a estrutura de custos da propriedade.


“O produtor não deve perguntar se R$ 350 é caro ou barato. Ele deve perguntar: ‘Se eu vender a R$ 350, eu ganho dinheiro?,” ponderou.

Antes de qualquer operação, porém, ele recomenda que o produtor conheça detalhadamente seus custos e defina os objetivos do negócio.

“Cada produtor precisa saber exatamente qual é o seu ponto de equilíbrio antes de olhar para a Bolsa,” concluiu.

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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