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Pesquisas impulsionam nova fase da fruticultura na zona da mata mineira

Projetos avaliam frutas vermelhas, citros, maracujá e práticas sustentáveis voltadas ao aumento da produtividade e geração de renda

Mundo Agro|Fabi GennariniOpens in new window

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Pesquisa da EPAMIG busca citricultura mais resiliente em Minas Gerais Foto cedida: EPAMIG

No Campo Experimental da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (EPAMIG) em Leopoldina, o foco é aumentar a eficiência no campo, gerar novas oportunidades de renda e ampliar a difusão de tecnologias para produtores rurais.

Um dos projetos é o cultivo de frutas vermelhas- especialmente amora-preta, framboesa e mirtilo. O objetivo é avaliar a viabilidade econômica e agronômica dessas culturas em uma região ainda pouco tradicional para esse tipo de produção. O cultivo é uma alternativa promissora por apresentar baixo custo de implantação e elevado potencial de comercialização, tanto para consumo in natura quanto para processamento industrial.


“A região ainda não é tradicional para a produção de frutas vermelhas. Diante disso, está sendo avaliada a viabilidade do cultivo dessas frutíferas e analisadas diferentes variedades, considerando aspectos agronômicos, produtividade, qualidade e pós-colheita, além do zoneamento agroclimático”, explicou a pesquisadora da EPAMIG, Daniela da Hora Farias.

Daniela da Hora Farias, pesquisadora da EPAMIG Foto cedida: EPAMIG

Mas um outro projeto chama atenção. É o uso de água residual proveniente da piscicultura na irrigação de mudas de bananeira durante a fase de aclimatação. A ideia é estimular o uso mais eficiente dos recursos hídricos nas propriedades. E, na passicultura, a EPAMIG trabalha na validação de novos híbridos de maracujá-amarelo com foco em produtividade e resistência a doenças. A expectativa é disponibilizar materiais mais adaptados às condições climáticas e produtivas de Minas Gerais.


Já na área da citricultura, a instituição aposta em tecnologias de sensoriamento multiespectral para selecionar combinações mais eficientes entre copa e porta-enxerto de citros sob condições de estresse abiótico, como altas temperaturas e déficit hídrico.

“A tecnologia nos permite identificar, de forma mais rápida e precisa, plantas com maior tolerância a estresses abióticos, contribuindo para uma citricultura mais resiliente”, destacou Daniela Farias.

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