Uva Lagrein preserva a alma do Alto Adige, no extremo norte da Itália
A Hans Rottensteiner apresentará o Trigon Lagrein ao consumidor brasileiro

Em um mercado dominado por nomes como Cabernet Sauvignon, Merlot e Chardonnay, uma tradicional vinícola que fica no Alto Adige, extremo norte da Itália, na fronteira com a Áustria e próximo à Suíça, decidiu apostar numa uva nativa, a Lagrein.
Durante o VinoVip Cortina 2026, em Cortina d’Ampezzo, Itália, a Hans Rottensteiner Winery apresentou o Trigon Lagrein, um dos projetos mais recentes da vinícola familiar.
“Selecionamos vinhedos com mais de 70 anos, conduzidos pelo tradicional sistema de pergola, uma técnica histórica do Alto Adige”, disse Judith Rottensteiner.
O cuidado continua na vinificação. A fermentação acontece em tanques de concreto, seguida por um ano de maturação em barricas francesas e outro período de descanso antes de o vinho chegar ao mercado.
Mais do que uma escolha enológica, trata-se de preservar a personalidade de uma uva que faz parte da história da região. E o vinho chega logo mais aqui no Brasil.

“Estamos muito animados. Há anos ouvimos que a América do Sul, especialmente o Brasil, é um mercado cada vez mais importante para os vinhos italianos.”
Durante décadas, muitas vinícolas buscaram conquistar consumidores apostando nas castas mais conhecidas do mundo. Hoje, cresce o interesse por vinhos que expressem sua origem, seu território e a cultura de quem os produz.
“O que mais me deixou feliz foi que ele (importador) escolheu as variedades pelas quais nossa região é conhecida, e não uvas internacionais. Pinot Bianco e Lagrein são variedades indígenas do Alto Adige.”
*A jornalista Fabi Gennarini viajou a convite da Italian Trade Agency*
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