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Dois a cada dez enfermeiros ou técnicos dizem já terem sido agredidos

Dados do Conselho Federal de Enfermagem revelam violência constante contra categoria; 67% se sentem inseguros

R7 Planalto|Edis Henrique Peres, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Cerca de 20% dos enfermeiros e técnicos de enfermagem afirmam ter sido agredidos no trabalho.
  • 67% relatam violência psicológica e 40% se sentem inseguros no ambiente profissional.
  • O caso específico do senador Magno Malta envolve uma agressão à técnica de enfermagem durante um exame médico.
  • A defesa de Malta alega erro técnico da profissional, que teria causado danos no tratamento e possibilidade de trombose.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Profissionais de enfermagem relatam insegurança no trabalho João Risi/MS - 14.08.2025

Cerca de dois a cada dez enfermeiros (17,5%) ou técnicos de enfermagem dizem que já foram agredidos no exercício da profissão, segundo dados do Conselho Federal de Enfermagem solicitados pelo R7 Planalto.

O tema ganhou repercussão após o suposto caso de agressão do senador Magno Malta (PL-ES) contra uma técnica de enfermagem em um hospital particular de Brasília.


No caso de violência psicológica contra os enfermeiros e técnicos, o número salta para 67%. Outros 14% relatam também violência institucional.

O cenário contribui para a sensação de insegurança dos profissionais: os dados do Conselho revelam que 40% dos técnicos e enfermeiros não se sentem seguros no ambiente de trabalho.


Técnica registrou B.O. contra o senador

Em B.O. (Boletim de Ocorrência) registrado na Polícia Civil do Distrito Federal, a técnica de enfermagem relatou que, na noite de quinta-feira (30 de abril), levou Malta até a sala de exame de tomografia, onde fez o teste com o soro no braço do senador para o acesso intravenoso.

De acordo com ela, após o início do exame, informou a Malta que seria feita a injeção de contraste, porém, ao iniciar a etapa do procedimento, a bomba identificou que havia um bloqueio e pressão.


Ainda segundo o boletim, a técnica teria se aproximado do parlamentar e dito a ele que precisaria fazer uma compressão em seu braço. Nesse momento, de acordo com o relatado para a PCDF, Malta teria deferido um “tapa forte” no rosto da mulher, golpe que chegou a “entortar seus óculos”.

A funcionária relatou, no boletim, que chegou a ser chamada de “imunda” e de “incompetente” e que está com medo de encontrar o senador após o ocorrido.


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O que diz o senador?

Em vídeo publicado após a repercussão do caso, o senador disse que a vítima foi ele.

“Aqui o atingido fui eu. A vítima fui eu. Eu que tive o braço prestes a ter uma trombose”, afirmou o parlamentar, que contou que a profissional teria inserido a agulha de forma incorreta em seu braço durante uma tomografia, fazendo com que a medicação circulasse fora do vaso sanguíneo.

“O catéter foi colocado fora da veia e todo o medicamento, inclusive o contraste, caiu todo dentro do meu braço, fora da veia. Eu comecei a sentir dores, a dizer ‘tá ardendo! tá doendo! Esse catéter está errado’. Até que, quando colocou o contraste, eu não aguentei”, contou Malta, que disse ter saído do exame.

A defesa do senador também se pronunciou, afirmando que avalia propor ação indenizatória por danos morais contra a técnica e fazer uma representação junto ao Conselho Regional de Enfermagem do Distrito Federal.

“No curso dos procedimentos diagnósticos em andamento, a responsável pelo exame de angiotomografia administrou o contraste de forma tecnicamente incorreta, gerando extravasamento do líquido no braço direito do senador, com formação de trombose e expressivo hematoma”, detalha o documento.

“O senador, sob forte medicação, com a cognição afetada pelo quadro clínico instalado e sentindo dores intensas, reagiu ao sofrimento físico e não à pessoa da técnica, acionando imediatamente o médico responsável pelo acompanhamento”, completa.

Os advogados de Malta argumentaram, ainda, que “não é incomum em situações de erro médico hospitalar de tal magnitude”, especialmente “quando o paciente é figura pública”, que o profissional envolvido “antecipe uma narrativa inversa”, visando, de acordo com o texto, deslocar o foco da falha técnica para uma “suposta agressividade da vítima”.

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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