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El Niño: Cemaden instalou 1.000 novos pluviômetros e vai ampliar municípios de atenção

Tecnologia foi desenvolvida pelo Centro na área de inovação tecnológica; novo equipamento é mais compacto e mais barato

R7 Planalto|Edis Henrique Peres, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Cemaden instalou cerca de mil novos pluviômetros para monitorar chuvas em municípios estratégicos do Brasil.
  • Nova tecnologia desenvolvida pelo Cemaden é mais barata, compacta e não requer painéis solares.
  • 800 novos municípios serão incluídos no monitoramento prioritário até 2027, com base no histórico de desastres ambientais.
  • Monitoramento é realizado 24/7, usando pluviômetros e radar meteorológico, para alertar a Defesa Civil sobre riscos de desastres.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Mais de mil foram instalados em municípios com prioridade de monitoramento Cemaden/Divulgação - arquivo

O setor de inovação tecnológica do Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais) instalou nos últimos dias cerca de mil novos pluviômetros, equipamento que monitora as chuvas em municípios estratégicos do Brasil.

A tecnologia foi aprimorada pelos pesquisadores do Cemaden que desenvolveram um dispositivo mais barato e mais compacto, que pode durar até cinco anos e não demanda a instalação de painéis solares para funcionar.


As informações coletadas pelos pluviômetros são enviadas em tempo real para o Cemaden, responsável por alertar as defesas civis em casos de riscos de enchentes ou deslizamentos. Segundo a diretora do Cemaden, Regina Alvalá, a nova tecnologia diminui não só o custo de aquisição, como o de manutenção do equipamento.

É esse novo modelo de pluviômetro que o Cemaden vai instalar em 800 novos municípios que entrarão na lista de 1.925 cidades com monitoramento prioritário feito pelos pesquisadores.


As cidades são escolhidas com base no histórico de desastres ambientais. A expectativa é que até 2027, todos estejam funcionando com a tecnologia.

Como funciona o monitoramento

Ao R7 Planalto, Regina Alvalá explicou como é feito o acompanhamento pelas equipes.


“Ininterruptamente, 7 dias por semana e 24 horas por dia, monitoramos as cidades brasileiras, principalmente as com maior risco de desastre que demandam atenção redobrada. O El Niño costuma deixar o sul mais chuvoso, e o norte e nordeste com secas severas. Esse cenário aumenta o risco de enxurradas e deslizamentos, por exemplo, com ventos e chuvas torrenciais”, explica.

Regina detalha que não são usados apenas dados de satélites, mas também uma rede de pluviômetros que medem as chuvas e enviam dados de 10 em 10 minutos para o Cemaden. Outro equipamento é o radar meteorológico, que consegue monitorar um raio de 500 km, e permite perceber como a chuva está sendo distribuída na região.


“Quando observamos todos esses fatores, conseguimos identificar o que pode culminar na ocorrência de risco hidrológico. Assim, os alertas são encaminhados para a Defesa Civil do município e nacional”, conta.

Regina resume a missão do Cemaden como um trabalho feito “antes do desastre”. “De fato, nos últimos quinze anos, o Brasil investiu em gestão e redução de risco de desastres, mas ainda há muito em aprimorar, porque os municípios ainda não são autossuficientes no sentido amplo de abrigo, rotas de fuga e contenção”, elenca.

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