Lula fala em fortalecer influência internacional da cultura brasileira; entenda soft power
Termo se refere a poder cultural de um país sobre o outro, e funciona de forma indireta e em contraponto ao hard power
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O presidente Lula citou em seu plano de governo a influência internacional da cultura brasileira e afirmou que pretende fortalecer os eixos culturais do país. No documento, Lula cita a terminologia criada por Joseph Nye de “soft power”, ou poder brando em português. Segundo Lula, o objetivo é desenvolver a soberania em várias frentes, inclusive na cultural.
“Poucos países têm a riqueza cultural, a diversidade étnica, racial, as reservas hídricas, os biomas, os recursos minerais, a capacidade agroalimentar, a matriz energética limpa, o soft power e o potencial científico e tecnológico do Brasil. Hoje acumulamos capacidade de execução, implementação e entrega. E, como em poucos momentos de nossa história, reunimos as condições necessárias para dar um salto qualitativo de desenvolvimento, inclusão, sustentabilidade e soberania”, diz.
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O soft power, segundo o conceito de Nye, é a cultura, os valores políticos e a política externa de um país que consegue influenciar, mas indiretamente, outras nações. Música, filmes, artes plásticas, literatura estão inseridos nesse tipo de “poder”.
O soft power é o contraponto ao hard power, ou poder duro, em que um país usa demonstração de força para persuadir outras nações e povos. Esses meios costumam ser militares, sanções econômicas ou incentivos financeiros, por exemplo.
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