Ministra citou Lula em 2022 ao avaliar pedido de Flávio Bolsonaro ao TSE
Decisão lembra histórico eleitoral ao determinar que petistas removam postagens de redes sociais que associam senador ao crime organizado
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A decisão do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) para que petistas removam postagens em que associam o senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro ao crime organizado lembrou decisões tomadas pela corte em 2022 a favor do então candidato Lula.
O histórico eleitoral foi elencado pela ministra Estela Aranha que determinou a parlamentares governistas e perfis ligados ao PT a remoção de publicações. A magistrada considerou que o conteúdo poderia ter impacto negativo à imagem de Flávio Bolsonaro. A representação foi apresentada pelo PL.
“As publicações questionadas alcançaram expressivo número de visualizações, compartilhamentos e interações, potencializando a rápida disseminação da narrativa impugnada. Em matéria eleitoral, a associação indevida de um pré-candidato a organizações criminosas produz dano de difícil ou impossível reparação, uma vez que a permanência do conteúdo no ambiente digital tende a consolidar percepções negativas no eleitorado”, diz trecho da decisão.
A lembrança de outras posições da corte eleitoral também faz parte do texto: “Acerca do tema, registro que este ‘Tribunal Superior se manifestou reiteradas vezes sobre controvérsias semelhantes referentes às eleições presidenciais de 2022 e decidiu pela ilegalidade das publicações falsas realizadas por usuários de aplicativos de redes sociais que associavam o Partido dos Trabalhadores e o candidato Luiz Inácio Lula da Silva à organização criminosa, sem qualquer respaldo’”.
O pedido para remoção pede, entre os citados, para que Gleisi Hoffmann e Guilherme Boulos removam o conteúdo.
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