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Mulheres policiais vão ao STF contra emenda que pode adiar precatórios indefinidamente

Ampol afirma que nova regra pode comprometer o cumprimento das decisões judiciais e pede suspensão da medida até julgamento

R7 Planalto|Edis Henrique Peres, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A Ampol entrou com ação no STF contra emenda que adia indefinidamente o pagamento de precatórios.
  • A emenda cria um modelo de postergação sem prazo final para quitação das dívidas judiciais.
  • O escritório Scolari Neto & Oliveira Filho Advogados critica a falta de horizonte definitivo para quitação dos débitos.
  • A associação solicita medida cautelar para suspender a eficácia dos dispositivos até o julgamento final.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Luiz Fux tem relatoria da Ação Direta de Inconstitucionalidade 7.873 Gustavo Moreno/STF - 24.06.2026

A Ampol (Associação Nacional das Mulheres Policiais do Brasil) entrou com ação no STF (Supremo Tribunal Federal) para impedir emenda que pode adiar indefinidamente o pagamento de precatórios. A associação protocolou pedido de ingresso como amicus curiae em uma ADI (Ação Direta de Inconstitucionalidade) proposta pela OAB (Ordem dos Advogados do Brasil).

A ação da OAB é contra dispositivo de uma emenda constitucional que alterou o regime de pagamento de precatórios. Na prática, a Ampol diz que a nova legislação cria um modelo de postergação sem prazo final para quitação das dívidas judiciais. Ou seja, não há prazo para que as postulantes recebam seu dinheiro.


Na avaliação do escritório Scolari Neto & Oliveira Filho Advogados, autor da manifestação, a mudança elimina qualquer horizonte definitivo para a quitação dos débitos, permitindo sucessivas prorrogações do prazo de pagamento.

“Quando se cria um modelo sem prazo final para quitar dívidas reconhecidas pela própria Justiça, há um esvaziamento da tutela jurisdicional e uma preocupação legítima com a proteção dos direitos fundamentais dos credores”, afirma Fábio Scolari, advogado e sócio do escritório.


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Decisões já julgadas

O documento também questiona a aplicação das novas regras para as decisões judiciais transitadas em julgado. Além disso, aponta que a redução da atualização dos créditos, combinada com a postergação indefinida dos pagamentos, tende a provocar perda real do valor devido aos credores ao longo do tempo.

A associação pede ainda uma medida cautelar para suspender a eficácia dos dispositivos questionados até o julgamento definitivo da ação.

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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