Quase metade dos R$ 44,9 bi em precatórios de 2027 pertence a ações com mais de 15 anos
Dados levantados pelo Precato revelam que impacto pode ser superior a R$ 32,8 bilhões na economia
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Quase metade dos precatórios previstos para 2027 (45,3%) envolve decisões judiciais tomadas há mais de 15 anos, segundo levantamento feito pela Precato. A fintech analisou os dados da Secretaria de Orçamento Federal que estima R$ 44,9 bilhões de precatórios para o ano que vem. Pelos dados, 31,4% do valor pertencem a ações que tramitam há 20 anos ou mais e 13,9% à faixa de 15 a 20 anos.
Segundo a Precato, a estimativa de liberação desses recursos pode ter um impacto superior a R$ 32,8 bilhões na economia. Pela conta da empresa, cerca de 209 mil credores aguardam o pagamento, com valor médio estimado em R$ 214 mil por credor — recursos já reconhecidos pela Justiça, mas que ainda aguardam pagamento
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“Quando você olha para esses números, não está vendo um problema orçamentário abstrato. Está vendo um aposentado que entrou com ação no começo dos anos 2000 e ainda não recebeu. Esse dinheiro existe, a dívida foi reconhecida pelo Judiciário, mas o calendário de pagamento do governo transforma uma vitória judicial em uma espera interminável”, afirma Bruno Guerra, CEO da fintech.
Na avaliação de Guerra, o estoque de precatórios carrega um custo que raramente entra na conta: o tempo de espera. Quem lidera as demandas é a Previdência, com R$ 17,47 bilhões em 79.353 requisições de pagamento (cerca de 38,90% do total).
Demandas salariais de servidores públicos somam R$ 6,6 bilhões e benefícios assistenciais a idosos e pessoas com deficiência, R$ 435,9 milhões. Ao todo, as verbas de caráter alimentar chegam a R$ 24,51 bilhões — 54,57% de todo o orçamento de precatórios federais para 2027.
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