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Planalto quer palanque com Marília em Minas, mas pré-candidata ao Senado resiste

Segundo maior colégio eleitoral do país, Minas é considerada determinante na disputa presidencial

R7 Planalto|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Marília Campos, ex-prefeita de Contagem, será candidata do PT ao governo de Minas Gerais.
  • A decisão encerra o impasse sobre o palanque do PT em Minas, um estado crucial nas eleições presidenciais.
  • Marília resistia à candidatura, pois planejava disputar uma vaga no Senado, onde liderava as pesquisas.
  • A candidatura de Marília é vista como essencial para fortalecer o projeto presidencial de Lula em Minas Gerais.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Marília será a candidata de Lula em Minas Gerais Ricardo Stuckert/PR - 27.06.2024

O presidente Lula quer a ex-prefeita de Contagem Marília Campos como sua candidata ao governo de Minas. Ela, porém, resiste. Em nota, ela disse que a decisão do PT de ter candidatura própria é um equívoco e reafirmou sua candidatura ao Senado.

A preferência de Lula por Marília se dá depois de uma avaliação de que, embora líder nas pesquisas ao Senado, ela é o melhor nome para o governo e terá papel importante também na disputa presidencial, já que Minas o segundo maior colégio eleitoral do país e historicamente visto como decisivo na corrida pelo Planalto.


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Lula ficou sem um nome competitivo no estado após a desistência de Rodrigo Pacheco de entrar na disputa pelo governo mineiro, o que abriu uma lacuna importante na estratégia petista.

Confira a íntegra da nota de Marília:


“A decisão de lançar candidatura própria ao Governo de Minas Gerais em 2026, reafirmada na nota divulgada pelo PT mineiro, merece reflexão. Embora legítima do ponto de vista partidário, ela representa um equívoco estratégico que pode fragilizar o campo democrático e popular no estado.

A realidade política de Minas e os desafios de 2026 exigem capacidade de diálogo, construção de consensos e alianças amplas. Reproduzir uma disputa fortemente polarizada tende a recolocar no centro do debate conflitos que pouco contribuem para enfrentar os problemas concretos dos mineiros, além de dificultar a formação de uma maioria política capaz de sustentar o projeto democrático liderado pelo presidente Lula.


As pesquisas mostram que o campo progressista ainda busca consolidar uma candidatura competitiva ao governo. Justamente por isso, o caminho não é apresentar uma candidatura própria, mas liderar a construção de uma aliança ampla e competitiva, reunindo PT, PCdoB, PV, PSB, MDB, REDE, PSOL, PDT e outras forças que sustentam o governo federal. A eleição de Lula em 2022 demonstrou que os melhores resultados surgem do diálogo, da convergência e das frentes amplas.

A pré-candidatura de Marília Campos ao Senado — construída coletivamente, aprovada pelas instâncias partidárias desde janeiro e respaldada pelo presidente nacional do PT, Edinho Silva — demonstra força política. Marília deixou a Prefeitura de Contagem, onde governava com ampla aprovação popular, para percorrer Minas, dialogar com prefeitos, vereadores, setor produtivo e movimentos sociais. Trata-se de uma pré-candidatura estratégica porque Minas não possui atualmente senadores da base do presidente Lula e porque representa um importante avanço na presença feminina em cargos majoritários. Essa é a única disponibilidade política colocada por Marília para a disputa de 2026 e o palanque petista capaz de contribuir para a reeleição do presidente Lula no estado.


A equipe da pré-candidatura reafirma a convicção de que Minas Gerais precisa construir uma ampla aliança democrática para a disputa do Governo do Estado, reunindo os partidos que sustentam o governo Lula e priorizando aquilo que une as forças progressistas e democráticas. Mais do que projetos individuais, o momento exige responsabilidade política, diálogo e compromisso com uma alternativa viável para Minas Gerais."

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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