Quantidade de peritos médicos no Ministério da Previdência reduziu 32% em duas décadas
Fila no INSS bateu recorde de 3 milhões neste ano; pasta associa problema à falta de concursos para nomeação de servidores
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O número de peritos médicos lotados no Ministério da Previdência Social para avaliar os pedidos da população que espera por benefícios de assistência caiu 32% em duas décadas.
Dados exclusivos levantados pelo R7 Planalto com base na Lei de Acesso à Informação detalham que a quantidade de profissionais caiu de 5.245, em 2007, para 3.556 este ano. O menor quantitativo aparece em 2024, quando 3.233 peritos estavam na ativa.
Desde 2007, o número tem caído gradativamente, o que contribui para a fila de 3,1 milhões de pedidos de perícia no INSS (Instituto Nacional de Seguro Social) registrada em março. Questionado sobre o tema, o Ministério da Previdência justificou o problema pela falta de concursos públicos para suprimento das vagas.
“Importante destacar que foram quase 15 anos sem um concurso para suprimento de vagas para peritos médicos. Nesse período, houve aposentadorias, óbitos e exonerações de profissionais. O Ministério da Previdência Social realizou certame em 2025 para reforçar o quadro de peritos médicos federais, contratando 500 novos médicos”, detalhou a pasta.

O ministério também informou que, por meio da Perícia Médica Federal, “tem implementado um conjunto robusto de ações, abrangendo tecnologia, contratação de pessoal e novas políticas legislativas, com objetivo de agilizar os atendimentos e diminuir o tempo de espera dos segurados por um benefício”.
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As principais ações listadas para enfrentar essa fila incluem o novo Atestmed, a perícia conectada, os mutirões e o concurso público feito no ano passado.
Sobre o Atestmed, a pasta informou que, nesse caso, a análise documental por meio do atestado médico ocorre de forma remota, o que minimiza a necessidade de comparecimento físico do segurado a uma agência do INSS. “A ferramenta contribui efetivamente na diminuição do estoque e do tempo médio de espera por uma perícia. Registra-se que, atualmente, o tempo médio aguardado para análise é de apenas sete dias.”
Outro mecanismo digital é a perícia conectada, “que usa a telemedicina para realização das perícias médicas”. Ainda segundo o ministério, essa tecnologia “tem sido fundamental para ampliar o acesso e reduzir a espera”.
“Em 2025, cerca de 250 mil segurados foram atendidos por meio dela. Atualmente, cerca de 500 unidades da Previdência realizam atendimentos por telemedicina”, completou a pasta.
Os mutirões, por outro lado, são parte de “um esforço concentrado para atender à demanda reprimida e reduzir o tempo de espera dos segurados por benefícios que dependem da avaliação médica”. No ano passado, a Perícia Médica Federal efetuou 178.094 atendimentos nessa modalidade.
Sobre concursos para provimento de vagas, o ministério mencionou o certame do ano passado, que levou à nomeação de 500 servidores.
“A chegada deles tem como foco reforçar o atendimento e auxiliar na redução do tempo de espera pela perícia médica. A distribuição dos novos peritos atende a 235 municípios, priorizando as regiões Norte (88 peritos) e Nordeste (268), que são as áreas com maiores filas de espera”, comunicou o órgão.
A pasta ainda detalhou que, em março último, “952.111 requerimentos aguardavam perícia médica em todo Brasil”. “Desse total, 473.784 eram de benefício por incapacidade; 337.097, de BPC [Benefício de Prestação Continuada], e 141.230, de reavaliação de BPC.”
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