Sidônio fica isolado em estratégia sobre investigações após Lula defender aliados
Campanha avalia que o ministro ficou isolado ao defender uma postura diferente da adotada por Lula em entrevista à TV Globo
R7 Planalto|Amanda Garcia, do R7, em Brasília
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Uma ala da coordenação da campanha de Lula avalia que o presidente acertou na sua estratégia diante das investigações envolvendo pessoas próximas e reitera a percepção de que ele tem “feeling” político para lidar com situações desse tipo. Na visão desse grupo, o episódio também deixou o ministro da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira, isolado na defesa de uma estratégia diferente da adotada pelo presidente.
Segundo um integrante da campanha, Sidônio passou a semana defendendo uma estratégia para “cercar o presidente de fora para dentro” diante das investigações. Lula, porém, adotou uma postura “100% contrária” à recomendada pelo ministro. Diante do episódio, integrantes desse grupo passaram a colocar em xeque até mesmo a permanência de Sidônio ao lado de Lula na condução da estratégia de comunicação da campanha.
A divergência ficou evidente na entrevista concedida por Lula à TV Globo na quinta-feira (27). Questionado sobre as investigações contra seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, o presidente afirmou que não faria nenhum movimento para protegê-lo e que, caso ele tenha cometido algum ato ilícito, deverá pagar como qualquer cidadão. Ao mesmo tempo, disse acreditar na inocência do filho e classificou as acusações como “ilações”.
O presidente também foi questionado sobre o ex-chefe de gabinete Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, investigado por sua relação com uma lobista. Lula reconheceu que seria “totalmente errado” um chefe de gabinete receber benefícios de uma pessoa com interesses em contratos do governo, mas disse acreditar, por enquanto, na versão de Marcola de que os R$ 249 mil recebidos foram um empréstimo.
“Lula defendeu a inocência de Fábio, Marcola e Wagner até que se prove o contrário”, disse o integrante da campanha. Segundo ele, a postura adotada pelo presidente mostrou que Lula não buscou “se afastar artificialmente do filho e dos amigos” e reproduziu uma posição que já adotou ao falar das investigações que sofreu durante a Lava Jato.
Uma ala da coordenação da campanha não concordava com a estratégia de Sidônio. “Ele ficou isolado nessa”, disse o integrante, acrescentando considerar que Lula “fez muito bem” ao manter sua posição.
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