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Terroristas x criminosos: sanções dos EUA podem alcançar pessoas comuns, segundo o Itamaraty

Ala internacional do governo considera que classificação pode afetar sistema financeiro e migratório

R7 Planalto|Lis Cappi, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Itamaraty alerta para riscos de sanções dos EUA afetarem brasileiros.
  • Sanções podem impactar o sistema financeiro e migratório do Brasil.
  • Preocupação com a falta de recurso para pessoas comuns atingidas.
  • Notícia destacada no canal do R7, portal de notícias da Record.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Em documento, Mauro Vieira aponta que decisão dos EUA abre risco de sanção a pessoas comuns Marcelo Camargo/Agência Brasil - 04.03.2026

O Itamaraty considera que a mudança na classificação de organizações criminosas como terroristas, anunciada pelos Estados Unidos na semana passada, traz o risco de sanções financeiras e migratórias a pessoas comuns, sem possibilidade de recursos.

A previsão consta em ofício assinado pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, em resposta à Comissão de Relações Exteriores da Câmara. Segundo a peça, embargos que mirem organizações terroristas podem alcançar outros que não estejam envolvidos diretamente, ou que possam ter feito alguma negociação com organizações de forma involuntária.


“Serviria para que autoridades dos EUA possam aplicar medidas administrativas e judiciais de caráter unilateral e extraterritorial contra pessoas, empresas ou organizações brasileiras, mesmo aquelas sem vínculos com os EUA ou cuja ligação com os grupos classificados seja indireta ou involuntária”, diz trecho da peça, assinada em 29 de maio.

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O documento ainda aponta que a forma de classificação indicada pelos EUA é abrangente e traz impactos ao Brasil a nível militar.


“Pode ocorrer com amplo grau de discricionariedade, dada a amplitude dos termos aplicados na legislação de contraterrorismo dos EUA, com sérias implicações para cidadãos brasileiros nas searas financeira, migratória e penal, para além do potencial uso da força militar. Trata-se, portanto, de medida que tem impactos relevantes sobre a soberania do Brasil”, destaca.

O documento responde a questionamentos apresentados pelo deputado Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL-SP) e também confirma que o governo se colocou contra a mudança da classificação de organizações criminosas para terroristas. Um dos motivos citados foi o impacto na legislação brasileira e cooperação entre forças policiais.

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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