Vamos matar botos!
Prisma|Ligia Braslauskas

Por que não matar botos afogados para sustentar peixes que dão bons lucros?
Você já viu um boto ser morto por pescadores?
Funciona assim. À noite, ele é cercado entre dois barcos e uma rede é jogada. Aos poucos, a rede vai sendo ajustada para prender o boto.
Nada de paulada ou a penetração de dardos, a morte é lenta e extremamente cruel e prazerosa. Os pescadores, pensando na renda, deliciam-se ao ver o boto se afogar aos poucos ao prendê-lo debaixo d’água com a rede até que parem de estrebuchar.
Realmente, deve ser muito divertido ser matador de boto, esse animal manso, alegre e que demora tanto para se reproduzir.
O ápice do ato é quando o pescador ganha um presente inesperado, ele pensa: Só pode ser coisa de Deus!
Ao abrir sua caça, a pobre fêmea tem arrancada sua cria, já morta, que também é usada sem o menor abalo como alimento de peixe, e posterior alimento humano.
O que devia ser uma alimentação saudável, já que comer peixe faz bem, é o que dizem, passa a ser um crime odioso, passa a ser a ingestão do assassinato.
Por que não comemos também pessoas afogadas?
Sei lá, seguindo o mesmo pensamento, poderíamos acabar com moradores de rua, mendigos, craqueiros, alcoólatras, indigentes das calçadas afogando-os e degustando-os.
Se você acha a comparação exagerada, aproveite seu fim de semana para afogar um boto. Certamente, vai ser inesquecível assistir a tamanha agonia. Ah, não se esqueça de levar seus filhos, afinal, educação vem de berço!














