União Europeia e China deveriam somar esforços no combate às mudanças climáticas, diz pesquisador
País asiático anunciou que vai reduzir as emissões de gases de efeito estufa entre 7% e 10% até 2035, durante Assembleia Geral da ONU
Conexão Record News|Do R7
Durante a Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas), a China, país mais poluidor do mundo, anunciou que vai reduzir as emissões de gases de efeito estufa entre 7% e 10% até 2035.
O presidente Xi Jinping afirmou que o país vai aumentar a capacidade de energia eólica e solar em seis vezes em relação aos níveis de 2020 nos próximos 10 anos. O líder chinês pediu uma ação climática mais forte por parte dos países desenvolvidos do mundo.
Apesar da promessa, representantes da União Europeia disseram que as metas chinesas estão abaixo do esperado. O bloco não anunciou uma nova meta climática, já que os países-membros não conseguiram chegar a um acordo a tempo da cúpula da ONU. O comissário europeu para o clima disse que vai continuar pressionando a China para que os objetivos sejam mais ambiciosos e os compromissos do Acordo de Paris sejam respeitados.
Em entrevista ao Conexão Record News desta quinta-feira (25), Lier Ferreira, analista internacional e pesquisador, diz que “é muito importante perceber o quanto que a China está investindo na transformação verde de baixo carbono”.
“Seria muito importante que a Europa também se somasse a esses esforços chineses para que, juntos, duas das maiores áreas poluidoras do planeta pudessem encontrar uma solução de consenso que não apenas garantisse e forçasse com que os Estados Unidos também se comprometessem com essas metas, mas para que, de fato, nós pudéssemos ter um planeta melhor para todos”, pontua.
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