Estúdio News aborda o uso de inteligência artificial na eleição de 2026
Programa vai ao ar neste sábado (26), às 22h15, na tela da RECORD NEWS
Estúdio News|Do R7

O Estúdio News deste sábado (26) traz como tema o avanço da inteligência artificial, a crescente influência dos algoritmos e novas regras para a propaganda eleitoral no ambiente digital nas eleições de 2026.
A disputa pelo voto já não acontece apenas nos palanques, mas também nas redes sociais, aplicativos de mensagens e plataformas de inteligência artificial.
Para acompanhar as transformações tecnológicas dos últimos anos, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) atualizou as normas que regulam a propaganda eleitoral e criou mecanismos para combater a desinformação e o uso indevido de conteúdos produzidos por inteligência artificial.
Diogo Rais, advogado e membro da Abradep explica que uma das principais novidades é a ampliação das regras voltadas para o uso da inteligência artificial generativa, responsável pela criação de textos, imagens, áudios e vídeos. Embora a tecnologia seja permitida nas campanhas, seu uso deverá ser identificado de forma clara ao eleitor e obedecer a restrições específicas.
“Acho que o foco do Tribunal Superior Eleitoral é proteger o eleitorado de enganos e evitar que ele acredite estar diante de um conteúdo produzido por uma pessoa quando, na verdade, foi produzido por inteligência artificial”, destaca Rais.
Entre as preocupações da Justiça Eleitoral estão as chamadas deepfakes, conteúdos digitais hiper-realistas capazes de simular falas e comportamentos de pessoas reais. A utilização desse tipo de material na propaganda eleitoral está proibida quando houver potencial para induzir o eleitor ao erro.
Outra medida prevista é a chamada janela de silêncio da IA, que restringe o uso de inteligência artificial para propaganda eleitoral nas 72 horas que antecedem a votação e nas 24 horas posteriores ao pleito.
Para o cientista político Sergio Simoni, pesquisador do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento, as mudanças tecnológicas transformaram a forma como as pessoas consomem informações políticas, mas não alteraram completamente o comportamento do eleitor.
“As pessoas acessam as notícias políticas de forma secundária. É claro que isso muda conforme a campanha se desenvolve, mas, ainda assim, o acesso continua sendo muito mediado por aqueles em que as pessoas confiam, influenciadores, jornalistas, emissoras e outras fonte”, destaca Simoni.
Outro tema que desperta debate é a influência dos algoritmos. As plataformas digitais personalizam o conteúdo exibido aos usuários com base em seus interesses e comportamentos, criando ambientes cada vez mais direcionados. Esse processo pode reforçar bolhas informacionais e dificultar o contato com opiniões divergentes.
“Mas isso acontece porque os algoritmos retroalimentam as nossas preferências. Esse processo faz com que desenvolvamos um viés e passemos a acreditar que o mundo inteiro pensa de forma parecida conosco”, ressalta Simoni.
As eleições de 2026 devem servir como um importante teste para a democracia brasileira, que busca adaptar suas regras a uma realidade marcada pela velocidade da informação, pela inteligência artificial e pela intensa disputa por atenção nas redes.
“Só vamos conseguir combater, por exemplo, a desinformação online e outros problemas se cada um cumprir um pouco do seu papel. O próprio usuário, o cidadão ou a cidadã que participa das redes digitais, também tem responsabilidade pelo conteúdo que compartilha”, pontua Rais.
O Estúdio News vai ao ar aos sábados, às 22h15. A RECORD NEWS pode ser sintonizada pelos canais 586 (Vivo TV), 14 (Oi TV), 578 (Claro), 419 (Sky) e 2038 (Samsung TV Plus), além do canal 42.1 em São Paulo e de outros canais da TV aberta em todo o Brasil.














