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Defesa de Anderson Torres diz que transmissão ao vivo não justifica acusação de golpe

Denúncia da PGR acusa os suspeitos de tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito; julgamento acontece no STF nesta terça (25)

Hora News|Do R7

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Advogado de defesa de Anderson Torres, Eumar Novacki afirmou ao STF (Supremo Tribunal Federal) que os pontos apresentados na denúncia da PGR (Procuradoria-Geral da República) não servem de "justificativa" para a acusação contra seu cliente.

Novacki declarou que, segundo o STF, o único envolvimento do ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança Pública do Distrito Federal com a suposta tentativa de golpe foi sua participação em uma transmissão online, em 2021, em que Torres teria replicado ataques ao sistema eleitoral.

O defensor argumentou que, de acordo com o ordenamento jurídico, "a abolição violenta do Estado Democrático de Direito, em tentativa de golpe, foi instituída em setembro de 2021", o que, conforme o advogado, não poderia servir de justificativa para o enquadramento penal.

Julgamento de Bolsonaro e aliados no STF

A Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) iniciou, nesta terça-feira (25), o julgamento da denúncia da PGR (Procuradoria-Geral da República) contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e outras sete pessoas na suposta tentativa de golpe de Estado.

A análise, que deve acontecer até esta quarta-feira (26), avaliará apenas o mérito da denúncia, verificando se há indícios suficientes para que a ação penal seja levada adiante. Se for aceita, os envolvidos viram réus e passam a responder a um processo criminal.

O julgamento está previsto para ocorrer em três sessões: duas nesta terça, às 9h30 e às 14h, e a terceira na quarta, às 9h30. Entre os principais pontos do rito estão a leitura do relatório do relator, o ministro Alexandre de Moraes, a sustentação oral do procurador-geral, Paulo Gonet, além das sustentações orais das defesas dos acusados.

O grupo julgado nesta terça-feira é considerado o núcleo central da suposta trama golpista com a liderança do ex-presidente, e inclui o general Walter Braga Netto, ex-ministro e vice na chapa de Bolsonaro nas eleições de 2022; o tenente-coronel Mauro Cid, delator e ex-ajudante de ordens da presidência; o general Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional; Anderson Torres, ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança Pública do Distrito Federal; Alexandre Ramagem, ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência; Almir Garnier, ex-comandante da Marinha; e o general Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa.

A denúncia que o STF julga acusa os suspeitos de liderança de organização armada, tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça contra o patrimônio da União e deterioração de patrimônio tombado nos atos de 8 de janeiro de 2023.

Para o julgamento, a Corte reforçou o policiamento e restringiu o acesso aos prédios e anexos do Supremo, além de suspender os julgamentos de outras turmas do tribunal. Nesta segunda-feira (24), uma varredura antibombas foi realizada no local.

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