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PM acusado de agredir juíza em prisão no Rio é solto

PM Monteiro estava preso por fraude processual pelo caso da morte de Alan Souza de Lima

Rio de Janeiro|Do R7

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A Justiça concedeu liberdade ao soldado da Polícia Militar Allan de Lima Monteiro, um dos quatro acusados de tentar agredir a juíza Daniela Barbosa nas instalações do BEP (Batalhão Especial Prisional). O PM foi liberado do Presídio Bangu I, na zona oeste do Rio de Janeiro, na tarde da terça-feira (6). Monteiro foi transferido do BEP para Bangu como punição, após ser identificado pela magistrada como um dos autores da agressão. Após as agressões, o juiz Eduardo Oberg, titular da VEP, determinou o fechamento da unidade prisional. A defesa do soldado entrou com um habeas corpus, que foi concedido pela 6ª Câmara Criminal no sábado (3).

Na decisão, o desembargador Luiz Noronha Dantas, relator do processo, considera que "avulta os olhos a inequívoca ausência de homogeneidade entre condições prisionais, na exata medida em que a imputação não envolve infração penal com violência ou grave ameaça à pessoa".


Prisão

Monteiro estava preso após ser denunciado pelo Ministério Público Estadual por sua participação na morte de um adolescente de 15 anos na favela da Palmeirinha, em Honório Gurgel, em fevereiro deste ano. Alan Souza de Lima estava brincando com amigos na comunidade quando foi fuzilado. Na ocasião, o jovem Chauam Jambre Cezário, de 17 anos, também foi atingido, mas se recuperou. O caso ganhou repercussão porque acabou sendo filmado pelo celular da própria vítima.


Monteiro responde por fraude processual, ou seja, é acusado de ter ajudado a alterar a cena da morte de Alan. Já o autor dos disparos que mataram a vítima teria sido, segundo a investigação concluída pela Delegacia de Homicídios, o sargento Ricardo Vagner Gomes, então colega de Monteiro no Batalhão de Rocha Miranda (9º BPM).

O caso foi registrado inicialmente como auto de resistência e, segundo os inquéritos das polícias Militar e Civil, o soldado Monteiro, que estava no mesmo veículo que Gomes, ajudou o superior hierárquico a mentir e apresentar na delegacia do bairro uma pistola e um revólver, que disse estar com os jovens baleados.


Mordomias

A Justiça do Rio havia encontrado em agosto deste ano celas no BEP (Batalhão Especial Prisional) com mordomias incompatíveis com um presídio. Geladeiras, televisões, micro-ondas, videogames, forno de pizza, telefone celular, dinheiro, engradados de refrigerante, churrasqueira, e até uma bateria profissional havia na unidade que abriga policiais militares em Benfica, zona norte do Rio.


Em uma cela, havia uma TV de tela plana com TV por assinatura. No presídio também havia um estúdio de música com mesa de som e bateria e um micro-ondas. Durante a vistoria, a Justiça do Rio também encontrou carne, arroz e molho para churrasco. 

Assista ao vídeo:

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