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Supervia nega falta de informações a passageiros em caso de paralisação de trens

Usuários disseram ao R7 que Supervia não os informa sobre motivo de paralisações

Rio de Janeiro|Do R7

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"Pior é o silêncio da SuperVia em não esclarecer os atrasos nas viagens", disse a passageira Camila Clipes sobre viagens no ramal Saracuruna
"Pior é o silêncio da SuperVia em não esclarecer os atrasos nas viagens", disse a passageira Camila Clipes sobre viagens no ramal Saracuruna

Durante o mês de setembro, a pedido do R7, usuários relataram suas viagens de ida e volta ao trabalho/escola/faculdade nos ramais Saracuruna, Japeri e Santa Cruz, no Rio de Janeiro. Uma das principais reclamações foi a falta de informação em relação a panes e atrasos. Segundo eles, quando um carro enguiça, dificilmente a SuperVia informa o motivo da paralisação.

Em resposta às críticas, a concessionária afirma que “mantém a comunicação com os passageiros por meio do CCO (Centro de Controle Operacional)”, um sistema baseado em um painel eletrônico que indica qualquer pane sofrida nas composições. Toda a movimentação dos trens é monitorada por câmeras.


Segundo Oberlam Calçada, diretor de manutenção da Supervia, caso o alerta de atenção em vermelho apareça, por exemplo, um sistema de som interligado informa o problema aos passageiros que estão nos vagões e plataformas. De acordo com a empresa, o sistema de áudio não apresentou problemas.

Embora a concessionária afirme que o funcionamento do sistema ocorra sem imprevistos, passageiros rebatem. Esse foi o caso da usuária do ramal Japeri Amanda Araújo, de 21 anos, que relatou: “no dia 17 de setembro, eu fiquei dez minutos esperando um trem que, segundo os alto-falantes, chegaria em três minutos”. Ela disse também que, “no dia 20 de setembro, ele ficou parado por quase cinco minutos em Madureira, mas não fomos informados sobre o porquê”.


O problema também é apontado por Carla Viviane que usa a linha Santa Cruz.

— O trem, muitas vezes, para no meio do trajeto e o maquinista não informa nada.


Assim como descreve a usuária do ramal Saracuruna Camila Clipes.

— No dia 19 de setembro, teve um atraso na circulação, mas não houve explicação para o problema, só diziam que estava com atraso.


O CCO está em funcionamento desde janeiro de 2012 e custou à concessionária R$ 40 milhões.

Larissa Kurka, do R7

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