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Caso de tentativa de feminicídio é levado a júri no RS

Filho cego impede fatalidade em ataque à mãe, destacando a importância das medidas protetivas

Rio Grande Record|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O caso de Sueli, mulher de 64 anos baleada pelo ex-namorado, será julgado como tentativa de feminicídio no RS.

  • O filho cego de Sueli, Marcos, impediu uma tragédia ao enfrentar o agressor armado durante o ataque.

  • A violência doméstica e o alerta sobre relacionamentos abusivos são destacados, com orientações de especialistas para as vítimas.

  • Apesar das medidas protetivas, 9 em cada 10 vítimas de feminicídio no estado não as tinham e o agressor descumpriu a ordem nesse caso.

 

O caso de Sueli, uma mulher de 64 anos baleada pelo ex-namorado em 2024, será julgado nesta sexta-feira como tentativa de feminicídio em Sapiranga, no Vale dos Sinos, Rio Grande do Sul. Na época do ataque, Sueli foi salva por um de seus filhos, Marcos, que é cego. O agressor, um homem de quase 80 anos, está sendo acusado de tentativa de feminicídio, emboscada, descumprimento de medida protetiva e motivo torpe.

Segundo as investigações, o ex-namorado de Sueli, em questão de meses, passou a demonstrar ciúmes e a não aceitar o término do relacionamento. O ataque ocorreu de maneira repentina, com o agressor escondido atrás da porta, armado. Sueli foi atingida nas costas. Após ouvir o disparo, Marcos entrou em luta corporal com o agressor, impedindo que o pior acontecesse.

Casos como o de Sueli destacam a escalada da violência doméstica e o debate sobre os sinais de alerta em relacionamentos abusivos. Especialistas alertam que o feminicídio é construído ao longo do tempo, com agressões menores evoluindo para tentativas de homicídio. Eles orientam que, ao menor sinal de violência ou desrespeito, a vítima deve sair da relação.

Em 2026, a justiça do Rio Grande do Sul decretou mais de 30 mil medidas protetivas, contudo, ainda observa-se que 9 em cada 10 vítimas de feminicídio no estado não contavam com essas medidas. No caso de Sueli, mesmo com a medida protetiva em vigor, o agressor descumpriu a ordem, o que pode intensificar sua condenação. Sueli, agora em uma cadeira de rodas, clama por justiça, enquanto o caso evidencia os desafios na prevenção de feminicídios e a importância dos mecanismos de proteção à mulher.

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