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Eleições 2026: candidato ao Senado pelo RS, Milton Cardoso (PSDB) destaca revisão dos valores da dívida do Estado

Candidato participou de sabatina na RECORD Guaíba conduzida pelo jornalista Léo Saballa Júnior

Rio Grande Record|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Milton Cardoso defende reformas no Senado e mudanças na composição do STF durante sabatina na **RECORD**.
  • Ele critica a concentração de poder nas mãos do presidente do Senado e propõe que decisões importantes sejam votadas pelo plenário.
  • Cardoso sugere uma auditoria independente da dívida do Rio Grande do Sul, que já atinge R$ 100 bilhões, e a suspensão dos pagamentos até que a auditoria ocorra.
  • Enfatiza a importância das parcerias público-privadas (PPPs) para melhorias na infraestrutura do estado, especialmente nas rodovias e ferrovias.

 

Em sabatina realizada pela RECORD Guaíba, Milton Cardoso (PSDB), candidato ao Senado pelo Rio Grande do Sul, disse que tem como uma das principais bandeiras a oposição ao atual funcionamento do Congresso Nacional, do Supremo Tribunal Federal e do modelo tradicional da política brasileira.

O candidato declara que vai “resgatar o papel do Senado” com mudanças no regimento interno e revisão das atribuições. Na avaliação do candidato, decisões como a instalação de CPIS e a abertura de processos de impeachment de ministros deveriam ser deliberadas pelo plenário, e não ficar concentradas na presidência do Senado.


FUNDO PARTIDÁRIO

O candidato também criticou os gastos do Congresso Nacional e afirmou ser contrário à utilização de recursos públicos para financiar campanhas políticas. Disse que historicamente combate emendas parlamentares, fundo partidário e fundo eleitoral. Durante a entrevista, citou estimativas sobre o custo de manutenção do Senado, que ultrapassa R$ 5 bilhões por ano para reforçar seu argumento contra o atual modelo político.


SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL

Milton Cardoso afirmou que considera a Suprema Corte fundamental para o funcionamento do país, mas avaliou que a instituição teria perdido credibilidade. Defendeu uma mudança na composição e na atuação do STF, criticou o processo de escolha e aprovação de ministros pelo Senado e argumentou que os senadores precisam exercer de forma mais rigorosa o papel constitucional de sabatinar e votar os indicados à corte.


DÍVIDA DO ESTADO COM A UNIÃO

A situação financeira do Rio Grande do Sul também ocupou espaço importante na entrevista. Milton Cardoso afirmou que a dívida do Estado com a União, que chega a R$ 100 bilhões, requer uma revisão completa dos valores. Defendeu a realização de uma auditoria independente, argumentando que os encargos acumulados ao longo dos anos tornaram o débito praticamente impagável.


INFRAESTRUTURA E PRIVATIZAÇÃO

Outro eixo apresentado pelo candidato foi a necessidade de melhorar a infraestrutura logística do estado. Milton Cardoso afirmou que o Rio Grande do Sul enfrenta um grave problema de competitividade devido ao alto custo de transporte e à deficiência da malha rodoviária, ferroviária e hidroviária. Por isso, defendeu uma maior participação do setor privado por meio de Parcerias Público-Privadas (PPP), concessões e investimentos privados.

QUEM É O CANDIDATO

Milton Cardoso, 69 anos, nasceu no Rio de Janeiro, mas foi criado em São Leopoldo, no Vale do Sinos. Formado em Jornalismo pela Universidade de Brasília (UNB) o candidato tem mais de trinta anos de atuação como jornalista. Na capital do Distrito Federal, foi setorista do Congresso Nacional por mais de uma década. Retornou ao Rio Grande do Sul em 1990 para atuar em veículos regionais de televisão e rádio. Casado, pai de dois filhos e dois enteados, Milton Cardoso concorre pela primeira vez a um cargo político pelo Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB).

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