Gramado: Liga Feminina de Combate ao Câncer completa 50 anos
Enfrentar uma doença como o câncer é uma batalha que ninguém precisa encarar sozinho. Há 50 anos, a Liga Feminina de Combate ao Câncer de Gramado, na Serra Gaúcha, oferece apoio a pacientes e famílias.
Rio Grande Record|Do R7
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Uma simples almofada carrega uma função especial: levar conforto a mulheres que enfrentam o câncer de mama. Ela é feita com carinho por Ângela, que já passou pelo tratamento e venceu a doença. Artesã, massoterapeuta e voluntária da Liga, Ângela contou que, durante o próprio tratamento, pegava o trem para ir fazer quimioterapia e, no dia seguinte, bem cedo, já pegava o ônibus de volta a Gramado para fazer trabalho voluntário na instituição.
Ângela é uma das voluntárias da Liga Feminina de Combate ao Câncer de Gramado, que completa 50 anos de atuação. É na sede, conhecida como a "casa rosada", que diretoria, voluntárias e pacientes se encontram. A entidade tem papel importante no enfrentamento da doença, atuando desde a assistência a pacientes e o suporte às famílias até campanhas de educação e prevenção.
A presidente da Liga, Nelsi Salvador, destacou que a instituição conta com apoio de nutricionista e psicóloga, e que essa energia positiva ajuda muito, porque quando alguém tem câncer, a família toda adoece junto. Já Angelita Foss Ecker, empresária e diretora social da Liga, resume a forma como encara os desafios do dia a dia: para ela, não dá para reclamar de problemas, porque o problema de verdade é a saúde.
Cada voluntária, uma história
Para manter o trabalho em funcionamento, a Liga promove eventos como bailes e brechós, que ajudam a arrecadar recursos. Cada voluntária chegou até ali por caminhos diferentes - foi na Liga que Angelita encontrou força depois de um caso de câncer na família, e foi ali que se tornou voluntária.
Hoje, a Liga tem mais de 130 pacientes recebendo apoio, e a cada mês surgem pelo menos 10 novos casos. Apesar da demanda crescente, são apenas 8 voluntárias atuand,o atualmente, e a doação mais importante, segundo elas, é a de tempo. A tesoureira da Liga, Clair Tissot, também empresária, falou sobre a dedicação de horários e sobre como muitas vezes é preciso ajudar fora do expediente, reforçando a necessidade urgente de mais voluntários.
Diagnóstico precoce e acolhimento
Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o câncer de mama deve ser o mais incidente entre as mulheres no Rio Grande do Sul, em 2026, com estimativa de 3.790 novos casos. Já para o câncer do colo do útero, a projeção é de 700 novos diagnósticos no estado.
O câncer vem acompanhado de medo e incertezas, mas o diagnóstico precoce aumenta as chances de tratamento e cura. E, para quem enfrenta essa batalha, ter onde encontrar acolhimento também faz diferença. É o caso da vendedora Cleonice Ampezzi, que está há dois anos enfrentando a doença e já ajudava a Liga antes de precisar dela - depois, contou, viveu a experiência na pele. Para Cleonice, a Liga, há 50 anos, é um exemplo.















