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Porto Alegre aprova novo plano diretor com prédios mais altos

Mudanças também afetam mobilidade e infraestrutura urbana da capital gaúcha

Rio Grande Record|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Porto Alegre aprova novo plano diretor que aumenta a altura máxima dos prédios em áreas centrais para até 130 metros.
  • O plano visa acomodar o crescimento populacional e promover uma cidade mais verticalizada.
  • Críticas de especialistas e órgãos públicos sobre a capacidade da infraestrutura urbana para suportar as mudanças.
  • Debates judiciais continuam, com a Prefeitura avançando nas mudanças enquanto a comunidade e o Conselho de Arquitetura contestam.

 

Porto Alegre passa por uma transformação urbana significativa após a aprovação de seu novo plano diretor, que redefine os limites de altura para construções nas diferentes regiões da cidade. Esta mudança permite que edifícios em áreas centrais, como Centro Histórico, Quarto Distrito, Praia de Belas e Cristal, alcancem até 130 metros. Em avenidas importantes como Ipiranga, Protásio Alves, Carlos Gomes e Dom Pedro II, o limite é de 90 metros, enquanto nos bairros Bonfim, Menino Deus, Petrópolis, Monserrat e Cidade Baixa, os edifícios podem ter até 60 metros.

O plano busca acomodar o crescimento populacional e fomentar uma Porto Alegre mais verticalizada, aproximando moradias de locais de trabalho e serviços. Contudo, essa alteração suscita debates sobre a capacidade da infraestrutura urbana, como mobilidade, drenagem e infraestrutura, para acompanhar essa expansão. Especialistas, juntamente com o Conselho de Arquitetura e Urbanismo, além dos Ministérios Públicos estadual e federal, contestam o plano na Justiça.

O novo plano diretor também modifica a ocupação dos terrenos, ajustando a distância entre construções para 18% da altura do prédio, facilitando novos projetos e melhorando o aproveitamento do solo. Ademais, as normas sobre permeabilidade do solo foram revisadas.

Outro ponto em discussão é a revisão dos corredores de ônibus e ciclovias, com a Prefeitura garantindo que alterações não serão automáticas. Em bairros mais residenciais, como Três Figueiras e Chácara das Pedras, o limite de altura foi mantido após a mobilização da comunidade.

O debate sobre o plano diretor de Porto Alegre continua nos tribunais, com o Conselho de Arquitetura e Urbanismo liderando esforços para a sua suspensão, enquanto a Prefeitura busca avançar com as mudanças, destacando o apoio da Câmara de Vereadores.

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