Prisão de suspeitos de fraude milionária em criptomoedas
Esquema desviou R$ 37 milhões por meio de falsa plataforma de investimentos
Rio Grande Record|Do R7
LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA
Operação Criptoabate: presos suspeitos de aplicar "golpe do abate de porcos"
Dez pessoas tiveram prisão preventiva decretada por integrar um esquema de fraude de investimentos que teria desviado milhões de reais de vítimas em todo o país.
Os suspeitos foram localizados na Região Metropolitana de Porto Alegre e em mais dois estados, Santa Catarina e São Paulo.
Nesta sexta-feira (14), um dos principais suspeitos, dono de uma das instituições financeiras investigadas, foi preso no Aeroporto Santos Dumont (RJ), com apoio da Polícia Federal.
O caso veio à tona depois que uma das vítimas, que teve prejuízo milionário, procurou a Polícia Civil gaúcha.
Segundo apurado, o grupo passou a ser rastreado depois que essa vítima denunciou o golpe e o prejuízo de R$ 37 milhões.
Os criminosos agiam por meio de uma falsa plataforma de investimentos em criptomoedas.
De acordo com o delegado responsável pelo caso, os suspeitos foram localizados na Região Metropolitana de Porto Alegre, em Santa Catarina e em São Paulo.
Pelo menos 140 vítimas do esquema foram identificadas em todo o país.
O grupo utilizava contas de laranjas e empresas de fachada para realizar a lavagem do dinheiro desviado.
Entre os alvos da investigação estão empresários e donos de instituições financeiras que negociam criptomoedas.
O que se sabe sobre o esquema
A ação faz parte da Operação Criptoabate, deflagrada pela Polícia Civil do Rio Grande do Sul, que cumpriu dez mandados de prisão preventiva, somados a 16 mandados de busca e apreensão.
Ao todo, 18 pessoas são alvo da operação. Além das dez prisões, outras oito pessoas foram alvo de medidas cautelares diversas da prisão.
O golpe é conhecido como "abate de porcos" (pig butchering, na expressão em inglês), modalidade em que os criminosos constroem uma relação de confiança com a vítima antes de induzi-la a aumentar progressivamente os aportes financeiros, ao contrário de fraudes convencionais, nas quais o golpe costuma ocorrer de forma mais imediata.
Para dar credibilidade ao esquema, os investigados apresentavam análises de mercado com resultados supostamente positivos e colocavam as vítimas em contato com falsos especialistas.
A vítima que denunciou o esquema e sofreu o prejuízo de R$ 37 milhões foi inserida em um grupo de mensagens que simulava uma comunidade de estudos sobre o mercado financeiro.
Entre os alvos da operação estão três donos de empresas que atuam com movimentação de criptoativos, além de uma gerente de uma instituição bancária tradicional.
A investigação identificou que, dos 25 primeiros destinatários empresariais dos valores transferidos pela principal vítima, 24 mantinham contas na mesma instituição financeira.
Prisões e avanço das investigações
Um dos principais suspeitos do esquema de falsos investimentos e que fez uma idosa de 70 anos perder R$ 37 milhões foi preso nesta sexta-feira (14), no Aeroporto Santos Dumont (RJ), com apoio da Polícia Federal.
Ele tem 41 anos, é dono de uma das instituições financeiras investigadas, mora em Balneário Camboriú (SC) e recebeu R$ 77 milhões em conta pessoal logo após o golpe aplicado contra a vítima.
Mais dois estrangeiros também foram presos.
A Operação Criptoabate já soma 90 ordens judiciais cumpridas no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina e em São Paulo, com 140 vítimas identificadas e cerca de R$ 30 bilhões em movimentações suspeitas mapeadas.














