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Raiva em bovinos preocupa produtores no Rio Grande do Sul

Cinco novos casos registrados demandam vacinação urgente do rebanho

Rio Grande Record|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Cinco novos casos de raiva herbívora em bovinos foram confirmados no noroeste do Rio Grande do Sul.
  • A doença é transmitida por morcegos hematófagos e preocupa os produtores da região, especialmente em Criciúma e Doutor Maurício Cardoso.
  • A Secretaria Estadual de Agricultura recomenda a vacinação do rebanho como a principal estratégia de controle.
  • Produtores devem monitorar sintomas e reportar casos às autoridades sanitárias, além de adquirir vacinas em casas agropecuárias.

 

Raiva em bovinos preocupa produtores após novos casos no noroeste do Rio Grande do Sul

A confirmação de cinco novos casos de raiva herbívora em bovinos voltou a acender o alerta entre produtores rurais do noroeste do Rio Grande do Sul. De acordo com a Secretaria Estadual da Agricultura, os registros ocorreram nos municípios de Criciúmal e Doutor Maurício Cardoso, regiões onde a vigilância sanitária acompanha a evolução da doença.


Dos novos casos confirmados, um foi registrado em Criciúmal e quatro em Doutor Maurício Cardoso.

Somente em 2026, o Estado já contabiliza 64 casos de raiva herbívora em bovinos, número que mantém a atenção das autoridades sanitárias, embora os focos sejam considerados isolados e não caracterizem uma situação epidêmica.


Doença é transmitida por morcegos hematófagos

A raiva herbívora é transmitida principalmente por morcegos hematófagos, conhecidos por se alimentarem de sangue.


Quando um morcego infectado morde um bovino, pode transmitir o vírus responsável pela doença. Por isso, o controle da população desses animais e a vacinação dos rebanhos são considerados fundamentais para reduzir os riscos de novos casos.

Segundo especialistas da área sanitária, a imunização continua sendo a principal ferramenta de prevenção.


Vacinação é a principal forma de proteção

A Secretaria Estadual da Agricultura orienta os produtores a manterem a vacinação dos animais em dia, principalmente em regiões onde já foram identificados focos recentes da doença.

As prefeituras dos municípios atingidos também estão buscando alternativas para ampliar o acesso às vacinas e estimular a proteção dos rebanhos.

Mesmo sem obrigação legal de fornecer os imunizantes, administrações municipais têm discutido formas de auxiliar os produtores no enfrentamento da doença.

A recomendação é que criadores procurem casas agropecuárias e serviços de assistência técnica para garantir a vacinação dos animais.

Risco para humanos é considerado baixo

Embora a doença seja uma zoonose e possa afetar seres humanos, as autoridades afirmam que o risco de transmissão para pessoas permanece baixo.

Ainda assim, a orientação é que produtores rurais e trabalhadores que tenham contato com animais suspeitos evitem manipular secreções ou fluidos sem proteção adequada.

Caso ocorra contato de risco ou sejam observados sintomas incomuns nos animais, a recomendação é procurar atendimento médico e comunicar imediatamente os órgãos de vigilância sanitária.


Produtores devem comunicar casos suspeitos

A Secretaria Estadual da Agricultura reforça que qualquer suspeita de raiva deve ser comunicada às inspetorias veterinárias ou às prefeituras.

A identificação precoce dos casos permite que medidas sanitárias sejam adotadas rapidamente, reduzindo os riscos de disseminação da doença entre os rebanhos da região.

As autoridades seguem monitorando os municípios afetados e acompanhando a situação para evitar novos focos.

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