Vinho gaúcho é atração na Expointer: vinícolas apresentam diversidade e a qualidade da produção
A Expointer vai muito além das máquinas e dos animais. No Pavilhão Internacional da feira, o vinho produzido no Rio Grande do Sul consolidou-se como uma das grandes atrações desta edição.
Rio Grande Record|Do R7
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Ao todo, dez vinícolas gaúchas estão reunidas em um espaço dedicado a oferecer degustações, apresentar novos rótulos e comprovar a excelência da produção vitivinícola do Estado.
Para os visitantes, a experiência começa diretamente na taça, onde é possível conhecer a variedade de uvas e regiões produtoras. O espaço também pensou em quem precisa dirigir na volta para casa, oferecendo o tradicional suco de uva gaúcho como alternativa.
De acordo com Cristina Carniel, profissional de marketing do Consevits (Conselho Deliberativo do Setor Vitivinícola), a receptividade do público tem sido surpreendente. "A resposta é muito boa, o pessoal se encanta pelo nosso produto. O vinho gaúcho é de uma excelência inquestionável, um produto que vale a pena visitar e levar para casa", destaca Cristina.
Uma vitrine para a pluralidade de 'terroirs'
A feira funciona como um ponto de encontro estratégico, para aproximar o consumidor final da diversidade da produção local. O Rio Grande do Sul, hoje, conta com diferentes regiões produtoras, cada uma imprimindo características únicas às bebidas.
"A Expointer é uma vitrine para o setor, uma vitrine para o vinho gaúcho, pois reúne milhares de pessoas. Estamos mostrando aqui no pavilhão a pluralidade de terroirs do vinho gaúcho", explica Cristina Carniel, lembrando que o objetivo é fazer com que essa conexão entre o consumidor e as marcas continue forte mesmo após o encerramento do evento.
Quebrando preconceitos
Além de promover as marcas, o espaço na Expointer cumpre o papel de desmistificar um velho hábito do mercado: a ideia de que, para beber um vinho de alta qualidade, é preciso recorrer obrigatoriamente a um rótulo estrangeiro. A evolução técnica e as safras recentes mostram que o produto nacional compete de igual para igual com as grandes regiões produtoras do mundo.
A professora de enologia Suziane Jacob reforça o protagonismo e a evolução do setor. "O vinho brasileiro, no geral, tem realmente dado um show. Temos visto e apreciado safras e variedades que entregam excelentes vinhos", afirma a especialista.
Qualidade que cabe no bolso
Outro ponto destacado na feira é a democratização do acesso ao vinho de qualidade. Engana-se quem pensa que as boas experiências estão restritas aos rótulos mais caros. Segundo Suziane, o Rio Grande do Sul consegue aliar alta qualidade a preços bastante atrativos, devido à eficiência e facilidade de produção de determinadas uvas no Estado. "Sou muito fã de todo o vinho, trabalho com todas as variedades. O Rio Grande do Sul produz e comercializa pelo baixo custo e facilidade de produção das uvas. É bom, bom, muito bom", elogia a professora.
Para os organizadores e expositores, o recado final para quem visita a feira é simples: para perder o preconceito e descobrir a riqueza do vinho gaúcho, o primeiro passo é se permitir provar.















