Sandro Dota alega mal estar e interrogatório é marcado para amanhã
Nesta quinta-feira, julgamento do caso Bianca Consoli entra na fase dos debates
São Paulo|Fernando Mellis, do R7

O motoboy Sandro Dota, acusado de matar a universitária Bianca Consoli, alegou que estava passando mal e, com isso, seu interrogatório foi marcado para esta quinta-feira (24). Amanhã, portanto, o júri ouvirá o réu e, depois, o julgamento entrará na fase de debates.
A última testemunha a ser ouvida foi o eletricista Alcides Lourenço Santos, que era amigo da avó da vítima. Ao ser ouvido pelo júri, ele afirmou que viu Sandro Dota na casa de uma tia de Bianca no dia do crime, por volta das 16h. Na ocasião, eles teriam se encontrado e conversado. Segundo a testemunha, o machucado que teria sujado de sangue a calça de Dota aconteceu nesse encontro.
A papiloscopista policial Alaide do Nascimento Mariano foi a sexta testemunha a prestar depoimento nesta quarta-feira (24), segundo dia de júri do caso Bianca Consoli. Durante sua fala, o acusado Sandro Dota se ofereceu para fornecer impressões palmares para confronto com a cena do crime. O advogado dele, Ricardo Martins, alegou que o réu se sentia "seguro no momento" para fornecer as impressões. A juíza indefiriu.
Duas peritas foram ouvidas nesta quarta-feira e falaram sobre o sangue encontrado na calça usada por Sandro Dota no dia do crime. Ana Cláudia Pacheco afirmou que a amostra de sangue encontrada na calça do réu batia com a encontrada embaixo da unha de Bianca. Questionada pela defesa se a amostra era de Dota, Ana Cláudia disse que não pode confirmar, pois para isso teria que receber uma amostra de sangue do acusado, o que não ocorreu durante as investigações.
Após Ana Cláudia, o júri ouviu o testemunho de Margarete Mitiko, perita criminal. O depoimento dela aconteceu das 18h03 às 18h28. Questionada sobre a possibilidade de contaminação nas amostras analisadas, ela respondeu que não havia possibilidade.
No depoimento mais esperado da noite, Daiana Consoli, irmã de Bianca Consoli e mulher de Sandro Dota na época do assassinato da universitária, também falou durante depoimento nesta quarta. De acordo com Daiana, o réu era "possessivo e não gostava de ser contrariado" e que, após a morte da irmã, vizinhos relataram que ele costumava mexer com outras mulheres da região.
Antes dela, o namorado de Bianca na época em que a jovem foi assassinada, Bruno Barranco, foi a segunda testemunha a prestar depoimento. Questionado pela juíza da 4ª Vara do Júri Fernanda Afonso de Almeida, Barranco confirmou que o réu havia “mexido com Bianca”. Segundo a testemunha, a abordagem do motoboy Sandro Dota teria acontecido na época em que a vítima estava com um ex-namorado.
A primeira testemunha a ser ouvida nesta quarta-feira foi a perita do IML (Instituto Médico Legal) Angélica de Almeida que falou por cerca de uma hora. Durante a investigação do crime, Angélica foi responsável por elaborar o laudo necroscópico da vítima. Segundo a perita, os exames indicaram que houve luta corporal entre Bianca e o autor do crime e as lesões encontradas no corpo da jovem foram provocadas pouco antes de sua morte.














