Alemanha multará pais que não vacinarem filhos contra o sarampo
Decisão entra em vigor ainda neste ano e obriga vacinação entre crianças refugiadas; a não vacinação excluirá o direito da criança frequentar creches
Saúde|Da EFE

O Conselho de Ministros da Alemanha aprovou nesta quarta-feira (17) a imposição de multas de até 2,5 mil euros aos pais que não vacinarem seus filhos em idade escolar contra o sarampo.
A decisão, que entra em vigor em março do ano que vem se for ratifica pelo parlamento, obriga também a vacinação dos menores em centros de refugiados e contempla inclusive a exclusão do direito de frequentar creches para as crianças não vacinadas.
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"Queremos dentro do possível evitar que todas as crianças contraiam o sarampo. Porque o sarampo é altamente contagioso e pode ter uma evolução muito prejudicial, às vezes fatal", disse o ministro da Saúde da Alemanha, Jens Spahn.
Segundo números oficiais, no ano passado foram registrados na Alemanha um total de 543 casos de sarampo e neste ano já são mais de 400.
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A decisão do Conselho de Ministros ocorre em um momento em que diversos grupos na Alemanha e em grande parte da Europa questionam a importância das vacinas.
Devo tomar o reforço da vacina contra o sarampo? Tire suas dúvidas:
Devo tomar o reforço da vacina contra o sarampo? Caso tenha o registro das duas doses da vacina na carteira de vacinação, sendo a primeira dose tomada após 1 ano de idade, não precisa tomar o reforço, segundo o pediatra Juarez Cunha, presidente da Soci...
Devo tomar o reforço da vacina contra o sarampo? Caso tenha o registro das duas doses da vacina na carteira de vacinação, sendo a primeira dose tomada após 1 ano de idade, não precisa tomar o reforço, segundo o pediatra Juarez Cunha, presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm). Somente após o ano 2000 é que a vacina contra o sarampo passou a ser ministrada em duas doses no país. Portanto, quem nasceu antes de 2000 provavelmente não tomou a segunda dose e deve tomar o reforço. A vacina monovalente, que era ministrada em uma única dose antes de 1 ano de idade, não era tão eficaz como a trivalente, oferecendo apenas 70% de proteção, por causa da interferência dos anticorpos da mãe, explica o médico























