Américas possuem 64% das mortes por covid-19, afirma Opas
Saúde mental foi destaque na entrevista coletiva realizada nesta terça-feira (18); queda de casos em países latinos não é motivo de comemoração
Saúde|Aline Chalet, do R7*

As Américas já estão com mais de 400 mil mortes e quase 11,5 milhões de casos confirmados da covid-19, afirmou a diretora da Opas (Organização Pan-Americana de Saúde), Carissa Etienne durante entrevista coletiva realizada nesta terça-feira (18). O continente possui 55% do total de casos registrados pelo mundo na última semana. Ela ressaltou que a região “continua a concentrar o maior fardo” da pandemia.
Os países da região que mais contribuem para os números altos são o Brasil e os Estados Unidos, mas países que estavam estáveis, como o Caribe, voltaram a ter um aumento no número de casos.
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“As Américas têm aproximadamente 13% da população mundial, mas até agora 64% das mortes globais foram oficialmente relatadas no continente”, acrescentou Carissa.
Um dos temas de destaque da coletiva foi a saúde mental. Segundo a diretora da Opas, o apoio à saúde mental é aspecto fundamental no enfrentamento da pandemia.
A organização alertou que cerca de metade dos adultos do Brasil, Estados Unidos e México estão com sintomas de estresse por conta da pandemia. Carissa falou, também, sobre o aumento do consumo de álcool, violência doméstica e saúde mental de crianças e adolescentes.
Jarbas Barbosa, diretor-assistente da Opas, acrescentou que uma pequena queda no número de novos casos em alguns países na América Latina não significa melhora efetiva e não é motivo de comemoração. Segundo ele, alguns Estados podem ter tido diminuição nos casos, enquanto outros ainda sofrem com a pandemia.
O diretor de emergências da Opas, Sylvain Aldighieri, comentou caso de países que voltaram a retomar o turismo e afirmou que o teste rápido de covid-19 para viajantes não é confiável, pois pode mascarar infecções recentes. “O uso de teste rápidos para populações de turistas recém-chegadas pode causar uma falsa sensação de segurança.”
*Estagiária do R7 sob supervisão de Deborah Giannini















