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Brasil registra alta no número de hospitalizações por gripe e infecções respiratórias agudas

Em 11 das 27 unidades da Federação, casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave estão em nível preocupante; saiba como se proteger

Saúde|Do R7, em Brasília, com informações da Agência Brasil

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O Brasil registra aumento de hospitalizações por vírus sincicial respiratório (VSR) e gripe, especialmente nas regiões com temperaturas mais baixas.
  • 11 das 27 unidades federativas estão em nível de alerta para a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), com tendência de crescimento dos casos.
  • Em 2026, foram registrados 3.591 óbitos por SRAG, destacando a importância do uso de máscaras, higiene das mãos e vacinação.
  • SRAG em crianças até 4 anos é impulsionada pelo VSR, enquanto influenza A predomina em jovens, adultos e idosos.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Vacinação e uso de máscaras de proteção individual estão entre as principais medidas de prevenção Marcello Casal Jr/Agência Brasil – Arquivo

O número de hospitalizações por VSR (vírus sincicial respiratório) aumentou no Brasil e, em algumas regiões do país, também houve mais internações por gripe causada pelos vírus influenza A e B. Os dados constam no Boletim InfoGripe, divulgado pela Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) nesta quinta-feira (11).

A análise é referente à Semana Epidemiológica nº 22 — de 31 de maio a 6 de junho —, período em que a queda das temperaturas pode ter impulsionado a disseminação dos vírus respiratórios, devido a aglomeração de pessoas em locais fechados.


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O estudo verificou que 11 das 27 unidades da Federação apresentaram casos de SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave) em nível de alerta, risco ou alto risco nas últimas duas semanas.

Os dados indicaram, ainda, um possível crescimento na tendência de longo prazo, que leva em conta as últimas seis semanas. Os estados com mais registros foram: Acre, Alagoas, Amapá, Paraná, Pará, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Roraima, Santa Catarina, Sergipe e São Paulo.


O InfoGripe destaca que as demais 16 unidades da Federação registraram sinais de diminuição do crescimento de casos de SRAG ou queda deles na tendência de longo prazo.

No entanto, 12 delas ainda estão com registros em níveis de alerta, risco ou alto risco: Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraíba e Rio de Janeiro.


Cuidados individuais e coletivos

Em 2026, ao menos 3.591 pessoas morreram após desenvolverem SRAG. A pesquisadora Tatiana Portella, da equipe responsável pelo Boletim InfoGripe e pelo Programa de Computação Científica da Fiocruz, desta que a população precisa cuidados.

“E o mais importante: é fundamental que as pessoas dos grupos prioritários e elegíveis tomem a vacina contra a influenza e o VSR, para diminuírem as chances de desenvolver a forma mais grave da doença ou de morrer, caso se infectem com esses vírus”, alerta.


Confira as principais orientações:

  • Higienizar sempre as mãos, com água e sabão ou álcool 70º
  • Usar máscaras de proteção individual em unidades de saúde ou ambientes aglomerados
  • Manter espaços ventilados sempre que possível
  • Permanecer em isolamento caso apresente sintomas respiratórios
  • Caso não seja possível se manter isolado, usar máscara de proteção sempre ao sair — preferencialmente, de modelo N95 ou PFF2

Os dados de resultados laboratoriais por faixa etária mostram que a alta de SRAG entre crianças de até 4 anos tem sido impulsionada, principalmente, pelo VSR, enquanto o rinovírus tem predominado entre o público de 5 a 14 anos.

Nas últimas semanas, também tem se observado o predomínio de casos de SRAG associados à influenza A entre jovens, adultos e idosos, enquanto a influenza B apresenta aumento, especialmente, entre pessoas das faixas etárias de 5 a 14 anos e de 15 a 49 anos.

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