Vacinas, testes e até chimarrão: dicas para ajudar na prevenção à gripe
Pneumologista compartilhou orientações em entrevista ao Rio Grande Record
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7
Em Porto Alegre e na Região Metropolitana, as notícias sobre internações por problemas respiratórios preocupam. Todas as emergências da capital gaúcha estão superlotadas.
Ainda nem chegamos oficialmente ao inverno, mas o tema já se impõe como uma das principais preocupações da população e das autoridades de saúde.
Nesta quarta-feira (10), recebemos no Rio Grande Record a pneumologista Juliana Fernandes, do Hospital Ernesto Dornelles. Entre as orientações, ela destacou um cuidado simples, mas que muitas vezes acaba esquecido nos dias mais frios: a hidratação.
Beber líquidos ajuda a manter as mucosas do nariz, da garganta e das vias respiratórias mais úmidas. Elas funcionam como uma barreira natural contra vírus, bactérias e outras partículas inaladas.
Quando o corpo está desidratado, as secreções tendem a ficar mais espessas e os mecanismos de defesa do sistema respiratório podem funcionar pior. O problema é que, no inverno, a sensação de sede costuma diminuir e muita gente acaba ingerindo menos água do que deveria.
“A gente pode apelar para o famoso chimarrão, que o gaúcho consome, um pouco de chá, então, estar sempre ingerindo uma quantidade de líquido adequada para manter as vias respiratórias úmidas e, também, como maior capacidade de limpeza desse sistema respiratório, que é o que expulsa vírus e bactérias normalmente”, explica Juliana.
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Achei interessante a lembrança sobre o chimarrão. Nem sempre associamos a bebida a um hábito de hidratação, mas ela acaba sendo uma aliada justamente numa época do ano em que muita gente passa horas sem tomar água.
A médica também reforça a necessidade de lembrar crianças e idosos de se hidratarem adequadamente. Além disso, destaca a vacinação como uma das principais ferramentas de prevenção. Para quem apresenta sintomas, a orientação é realizar testes, disponíveis em farmácias e unidades de saúde.
“A gente vê em qualquer farmácia os testes rápidos, que têm boa assertividade. Então, são geralmente em kits, muitos para influenza A, influenza B, covid e o vírus sincicial, que tem vacina e a gente nota um grande impacto desta vacina nessas doenças respiratórias, porque as bronquiolites deram uma caída na incidência por conta da vacinação do vírus sincicial”, avalia Juliana.
Num momento em que os hospitais enfrentam pressão crescente por causa das doenças respiratórias, medidas simples como manter a vacinação em dia, realizar testes quando necessário e não descuidar da hidratação podem fazer diferença.
A entrevista completa pode ser conferida no vídeo acima.
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