Saúde Cerca de 60% das mortes ligadas à gravidez são evitáveis, diz CDC

Cerca de 60% das mortes ligadas à gravidez são evitáveis, diz CDC

Centro de Prevenção e Controle de Doenças dos EUA diz que falta de cuidado apropriado e de reconhecimento de sinais de alerta estão entre as causas 

60% das mortes relacionadas à gravidez são evitáveis, diz CDC

Cerca de 700 mulheres morrem todo ano nos EUA por causas ligadas à gravidez

Cerca de 700 mulheres morrem todo ano nos EUA por causas ligadas à gravidez

Pixabay

Cerca de 60% das mortes maternas relacionadas a complicações da gravidez poderiam ser evitadas, segundo um relatório do CDC (Centro de Prevenção e Controle de Doenças) do governo dos Estados Unidos, publicado na terça-feira (7).

De acordo com o relatório, 700 mulheres morrem, todos os anos, nos Estados Unidos, por causas relacionadas à gravidez. Essas mortes podem ocorrer até um ano após o nascimento do bebê e são causadas por complicações na gestação, agravamento de condições não relacionadas à gravidez ou por uma cadeia de eventos iniciados pela gravidez. 

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O relatório afirma que 31% das mortes ocorrem durante a gravidez, 36% durante o parto ou na semana seguinte e 33% acontecem de uma semana a um ano após o parto.

Entre as causas evitáveis de morte estão a falta e atraso de diagnósticos de doenças, falta de acesso ao cuidado apropriado durante a gravidez, falta de reconhecimento de sinais de alerta de doenças e emergências obstétricas, como hemorragias e embolia de líquido amniótico (quando o líquido amniótico entra na corrente sanguínea da mãe).

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Outros fatores causadores de mortes maternas são o AVC, doenças cardíacas, hipertenção, infecções na semana pós-parto e cardiomiopatia (enfraquecimento do músculo do coração) até um ano após o parto.

O relatório mostrou também que mulheres negras e indígenas eram três vezes mais sujeitas a morrer por problemas relacionados à gravidez do que mulheres brancas.

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O CDC afirma que, para evitar tais mortes, é necessária uma maior interação entre médicos e gestantes, visando alertar sobre fatores de risco, treinamentos para emergências obstétricas, políticas públicas para facilitar o acesso de mulheres com fatores de risco ao sistema de saúde e uma comunicação efetiva da gestante com pessoas próximas para informar sinais de alerta.

*Estagiária do R7 sob supervisão de Deborah Giannini

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