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Cientista especialista em ebola descarta grande epidemia fora da África

Segundo ele, epidemia deve ser contida na África

Saúde|Do R7

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Segundo cientista, não é preocupante que um portador do vírus se sente no metrô ao seu lado, já que é uma infecção que requer um contato muito direto
Segundo cientista, não é preocupante que um portador do vírus se sente no metrô ao seu lado, já que é uma infecção que requer um contato muito direto

O cientista belga Peter Piot, integrante da equipe que descobriu o vírus do ebola, descartou a possibilidade de uma grande epidemia fora da África e pediu que as vacinas e os tratamentos experimentais, que tiveram efeito positivo em animais, sejam testados em humanos. "Inclusive se uma pessoa portadora do vírus do ebola viajasse à Europa, não acho que seria produzida uma grande epidemia", disse Piot em declarações publicadas nesta quinta-feira (31) pelo diário belga "Le Soir".

"Não é preocupante que um portador do vírus se sente no metrô ao seu lado, já que é uma infecção que requer um contato muito direto", como por exemplo o vômito, assinalou o cientista belga, atualmente diretor da Escola de Londres de Higiene e Medicina Tropical.


Do mesmo modo, o virólogo do Instituto Pasteur Jean-Claude Manuguerra mostrou sua "pouca preocupação" pela propagação do ebola nos países ocidentais e em particular os europeus, e assegurou que "é absolutamente improvável que seja iniciada uma epidemia".

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O importante neste caso, segundo o doutor Manuguerra, é que "a epidemia seja contida" nos três países afetados (Guiné, Libéria e Serra Leoa) e "não se propague aos países vizinhos e em particular ao resto de África Ocidental".

A atual epidemia do vírus do ebola foi declarada no começo deste ano na Guiné, antes de se estender à Libéria e depois a Serra Leoa. Segundo a última apuração da OMS (Organização Mundial da Saúde), o surto infectou 1.323 pessoas, das quais 729 morreram. 

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